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Clínica é interditada em Salvador após pacientes denunciarem perda de visão em cirurgia de catarata


Foto: Tácio Moreira/Metropress
Quando as obras dos 23 km da Linha 2 do metrô de Salvador tiveram início, em abril de 2016, os três postos de combustível instalados ao longo da avenida já deveriam não mais existir. Ainda em 2013, o Posto 1, que ficava na altura do Imbuí, já havia encerrado o atendimento ao público e a sua estrutura foi removida em 20 de maio por conta das obras de mobilidade no bairro.
Conforme previa o acordo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (Sedur), o segundo a ser desativado foi o Posto 2, que ficava na região do viaduto Dona Canô, em São Rafael, e estava previsto para ser desativado em 1º de agosto de 2014, mas fechou as portas em setembro do mesmo ano.
Na ordem, o último seria o Posto 3 — registrado como Posto Taquipe —, que fica na região do Parque de Exposições. Mas os responsáveis pelo posto entraram com uma ação judicial pedindo a permanência no local. Enquanto a ação não é julgada, a obra corre o risco de ser travada por interesses particulares.
Após prorrogação, posto Taquipe recorreu à justiça para não deixar área
De acordo com a Sedur, após a desocupação, a área ainda deveria passar por descontaminação do solo. Por isso, o prazo para a saída do Taquipe era até 31 de dezembro de 2014. Após um pedido do posto, esta data foi postergada, improrrogavelmente, para 30 de junho de 2015.
“Entretanto, quando se deu o referido prazo, o Posto acionou a Justiça, solicitando nova dilatação”, informou a Sedur. “Ele colocou que precisava de tempo para sair e que a obra do metrô ainda não estava chegando”, afirma o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello.
Impactos na demora para a obra do metrô
O presidente da CTB explica que a possibilidade do projeto do metrô de Salvador ser modificado para se adequar à permanência do posto está descartada.
“Não há essa hipótese, porque o traçado de metrô tem restrições técnicas a raios de curvas e elevações”, afirma Copello. Ainda segundo ele, da forma que o metrô já está construído, até poucos metros antes e depois do empreendimento, é fundamental a saída do posto para que o projeto possa ser executado. “Confiamos na Justiça para que saia rapidamente”, reiterou ao Jornal da Metrópole.
Dono é presidente do sindicato
Outra questão chama a atenção quando o assunto é o Posto Taquipe: o seu dono. A Procuradoria Geral do Estado informou ao Jornal da Metrópole que o presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis), José Augusto Costa, é o proprietário do estabelecimento. Tentamos entrar em contato com o advogado do posto, Marcone Sodré Macedo, mas este afirmou que não poderia falar por estar em viagem.
Sem prazo para julgar
Tramitando na Justiça baiana, o processo ainda não tem prazo para ser julgado. De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), já há um desembargador que vai relatar o processo — José Cícero Landin Neto —, mas ainda não há prazo para o julgamento. Procurada pelo Jornal da Metrópole, a CCR Metrô afirmou que não comenta o impasse, já que a empresa apenas executa o projeto repassado pelo governo do estado.
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