Cidade por Matheus Simoni no dia 06 de Dez de 2017 • 11:12

MP tenta evitar mudança de abrigo de idosos e cobra ʹtransparênciaʹ da prefeitura

MP tenta evitar mudança de abrigo de idosos e cobra ʹtransparênciaʹ da prefeitura

Foto: Divulgação/MP-BA

Uma audiência pública marcada para esta quarta-feira (6), promovida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), questiona o processo de transferência de idosos do abrigo Dom Pedro II, único espaço público do tipo na capital baiana.

De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Defesa dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência (Geidef), promotor Ulisses Campos, o órgão tenta evitar a transferência, pretendida pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), capitaneada pela secretária Eronildes Vasconcelos, conhecida como Tia Eron, deputada federal licenciada pelo PRB.

Em entrevista ao Metro1, o jurista criticou a falta de diálogo do Executivo municipal. "A gente quer que a prefeitura apresente os projetos. Só isso. Na verdade, essa audiência pública é para tratar de uma palavra chamada ʹtransparênciaʹ. Tudo o que vai ser feito e movido será e deverá ser feito com transparência. Esse é o nosso objetivo", afirmou o promotor.

Segundo ele, a própria secretária confirmou que os idosos seriam remanejados para outro local. No entanto, mesmo após uma série de cobranças do MP-BA, Tia Eron não prestou informações sobre quando a mudança iria ocorrer e para onde o abrigo será levado. "A prefeitura não dá respostas objetivas. Esse é o objetivo da audiência pública, que é a transparência de tudo. Se a prefeitura não responder, tomaremos providências. Iremos discutir isso. Não se pode transferir pessoas de um lugar para outro sem informar como vai ser feito, principalmente os idosos", declarou.

Atualmente, o D. Pedro II serve de lar para cerca de 70 idosos carentes. Em 2015, um procedimento investigatório foi instaurado pela promotoria para investigar a situação do local administrado pela Semps. A audiência acontece no auditório do MP, em Nazaré. Procurada pela reportagem, a pasta ficou de se posicionar por meio de nota. Eronildes também foi procurada para comentar as declarações do MP, mas não retornou às ligações.  



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