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Rui critica Prefeitura por aumentar Carnaval e custos sem consultar governo

A Prefeitura de Salvador anunciou, em novembro, os detalhes do Carnaval 2016, que passará a ter sete circuitos oficiais, além de três dias e cinco bairros a mais com festas e bandas. O governador Rui Costa (PT), entretanto, declarou em entrevista à Rádio Metrópole nesta segunda-feira (21) que o governo — responsável por segurança e saúde — não foi consultado sobre as mudanças, uma vez que os custos do estado aumentarão muito. Rui, inclusive, colocou em suspenso a segurança para os dias e locais extras da folia. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Felipe Paranhos no dia 21 de Dezembro de 2015 ⋅ 08:52

A Prefeitura de Salvador anunciou, em novembro, os detalhes do Carnaval 2016, que passará a ter sete circuitos oficiais, além de três dias e cinco bairros a mais com festas e bandas. O governador Rui Costa (PT), entretanto, declarou em entrevista à Rádio Metrópole nesta segunda-feira (21) que o governo — responsável por segurança e saúde — não foi consultado sobre as mudanças, uma vez que os custos do estado aumentarão muito. Rui, inclusive, colocou em suspenso a segurança para os dias e locais extras da folia.

"É preciso um diálogo maior, de menos política e mais gestão. Por exemplo: foi aumentado o número de dias para o Carnaval e o governo não foi consultado. O estado faz um investimento na base de R$ 80 milhões, parte disso na hora extra de policial militar em civil. A gente desloca 20 mil policiais para o Carnaval de Salvador. A gente tira policiais do interior, até em cidades que têm poucos policiais, pra reforçar o Carnaval. E eu não posso tirar ainda mais  g  ente do interior, deixando o terreno livre pro criminoso, pra reforçar o Carnaval daqui", declarou.

Rui afirmou que a estratégia de segurança estabelecida pelo governo inclui cercar os circuitos e fazer revista em todos os que entrarem. Mas a ideia não poderá ser colocada em vigor se a Prefeitura mantiver o calendário estendido do Carnaval. "Vou me reunir com o prefeito e não há condição de colocarmos policiamento pra todos aqueles dias anunciados. Vamos manter o mesmo número de dias e de locais que fizemos este ano em 2015. A não ser que a prefeitura assuma o custo dos policiais. Nós estamos no meio de uma crise. Isso tem um custo grande. É melhor fazer o mesmos dias que fizemos este ano, os mesmos locais, mas fazer bem feito. Montamos uma estratégia de segurança para o Carnaval de 2016 de fechar completamente as entradas, fazer revista em todo mundo que entrar no circuito do Carnaval. Queremos fazer melhor, fazer bem feito, e se aumentarmos o número de locais e de dias, não posso trazer mais policiais de outras cidades pra Salvador. Além disso, é sobre-humano, além da questão financeira, pedir que o policial trabalhe 24 horas. Eles já trabalham em plantão de 12 horas! Precisa mais diálogo, mais conversa. As diferenças políticas têm que ser deixada de lado", finalizou.

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