
Política
Ministro negou ajuda da Força Nacional à penitenciária onde 33 morreram
O governo de Roraima divulgou nesta sexta-feira (6) documentos que revelam que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou o envio de homens da Força Nacional à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, local onde 33 presos foram brutalmente assassinados na madrugada desta sexta. [Leia mais...]

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasília
O governo de Roraima divulgou nesta sexta-feira (6) documentos que revelam que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou o envio de homens da Força Nacional à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, local onde 33 presos foram brutalmente assassinados na madrugada desta sexta. Segundo o governo de Roraima, não houve rebelião e a matança seria de responsabilidade de presos do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estavam concentrados no centro de detenção.
Nos ofícios divulgados pelo secretário de Justiça e Cidadania, Uziel Castro, a governadora do estado, Suely Campos (PP), solicitou com urgência o envio de reforço da Força Nacional tendo em vista o "grande clima de tensão" vivido pela população do estado devido a problemas no sistema prisional da região. O documento foi enviado ao ministério em novembro, cerca de um mês após dez presos terem sido mortos na unidade em um confronto de facções rivais.
"Não dá para dizer se teriam acontecido essas mortes se a Força Nacional estivesse aqui. Com certeza, teria sido mais difícil de acontecer essas mortes", declarou o secretário.
Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes alegou que "infelizmente" não poderia atender ao pedido porque a Força Nacional estava "em fase de preparação para enfrentamento de homicídios e violência doméstica cujo plano estava em desenvolvimento no Ministério". Os documentos comprovam que a assinatura de Moraes está datada no dia 26 de dezembro.
Confira os documentos (clique nas imagens para ampliar):
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