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Política

Nilo garante que João Leão mudará de lado para apoiar Neto em 2022

Ex-presidente da Assembleia lamenta ter sido preterido e diz que, se for convidado pelo presidente do DEM, vai avaliar chance de disputar o Senado

[Nilo garante que João Leão mudará de lado para apoiar Neto em 2022]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 26 de Fevereiro de 2021 ⋅ 10:30

Ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSB-BA) não esconde a decepção por não ter sido escolhido como vice na chapa que disputou o Governo da Bahia em 2014. Após relembrar rusgas com base governista, ele comentou com Mário Kertész, em entrevista no Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole hoje (26), que a eleição de 2022 será muito disputada. "O PT já lançou Jaques Wagner. O DEM já lançou ACM Neto. Eu queria ser governador, mas sei que não tenho força política suficiente para ser a terceira via nesse momento porque vai polarizar entre Jaques Wagner e ACM Neto. Os dois têm história na Bahia. Jaques Wagner foi um grande governador, o homem que derrotou Antônio Carlos Magalhães em vida e tem uma história. ACM Neto está saindo de uma gestão bem avaliada, tanto é que deu uma surra política no PT em Salvador. Vai ser uma eleição bonita", afirmou. 

Politicamente forte

Sobre 2014, ele lembrou que recebeu convite de ACM Neto para disputar a chapa majoritária ao lado de Paulo Souto ou Geddel Vieira Lima. "Ou seja, politicamente eu estava forte", disse Nilo. "Fiquei muito triste com a maneira que fizeram comigo na escolha do vice. Acertaram com João Leão no carnaval. Quando vi que não seria candidato, aceitaria ser vice. Eu não queria ser deputado. Convidaram João Leão no domingo de carnaval e só me comunicaram no São João. Quem comandava era Jaques Wagner", declarou. 

Segundo o atual deputado federal, ele poderia ter tido um papel fundamental caso tivesse trocado de lado na eleição. "Eu fiquei muito magoado porque na época eu era muito mais forte que João Leão. Eu tinha 62 prefeitos e o PP, salvo engano, tinha 51%. Eu tinha 8% para as pesquisas de governador e João Leão tinha 2%. Por que João Leão foi escolhido? Ele disse: 'Se eu não for escolhido, eu mudo de lado'. Todos sabem que eu não mudaria de lado. Eu fui preterido. Depois de 2014, não fui tratado no jeito que acho que eu merecia. Se eu apoio Paulo Souto, presidente da Assembleia, com 62 prefeito e 8% nas pesquisas, modéstia à parte, muito bem avaliado, talvez o resultado teria sido diferente", disse Nilo.

Questionado por Mário Kertész, Nilo teceu elogios a Rui Costa, mas não deixou de dar uma alfinetada. "Eu boto a mão no fogo por sua honestidade. Rui Costa para mim é um grande pai, filho, gestor e governador. Se for candidato a presidente, vai ser um grande presidente. Agora, ele não gosta de fazer política. E ele não nega. Se fica magoado, eu elogio 99% e faço 1% de crítica. Não tive o apoio do PT que esperava dele", citou.

Nilo foi enfático ao cravar que, na próxima eleição para o Governo da Bahia, o atual vice-governador, João Leão (PP), não estará no mesmo palanque que os petistas. "Em 2022, a chance de João Leão ficar conosco é você ir num avião, soltar uma gota d'água no mar, pegar um barco no Porto da Barra e encontrar essa gota d'água. O candidato é Jaques Wagner. O senador é Otto Alencar, que não abre mão e não vai ser vice. Sobra a vaga de vice. Leão não pode ser vice e o filho não pode ser vice, o pai já foi", narrou. "João Leão está forte, se acha mais forte que está, vai disputar deputado federal com o próprio filho? A lógica da política é que ele vai mudar de lado. Tanto faz estar com Rui, Neto, ACM ou Lula. Ele é governo. Quem quer que seja o governo. Não é crítica, é fato. Apoiou Temer, Lula, Dilma e está apoiando Bolsonaro", apontou.

O mais conhecido da Bahia

Ao final da entrevista, Marcelo Nilo ainda comentou que pode ser candidato ao Senado com o apoio de ACM Neto. Tudo vai depender, segundo ele, da forma como o PT irá tratá-lo até 2022. "Se não me tratarem do jeito que me tratarem do jeito que me trataram como em 2014, e se ACM Neto me convidar para ser senador, vou consultar meus familiares, amigos, prefeitos e lideranças. Se eu for convidado. Se não for, vou recolher minha trouxinha e vou decidir o que vou fazer. Estou gostando muito de ser deputado federal, mas acho que estou vivendo o melhor momento da minha vida, por incrível que pareça. Estou muito mais forte politicamente do que quando era presidente da Assembleia. Se fizer uma pesquisa, sou o homem mais conhecido na Bahia, político claro, que não foi candidato a uma majoritária. Não existe hoje um homem que não foi candidato a uma majoritária tão conhecido quanto eu. Eu paro em qualquer posto de combustíveis na Bahia e pergunto 'você sabe com quem você está falando?' Algumas pessoas acham que é Nilo Coelho", brincou. 

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