Bahia

Diante da crise, cidades descobrem novas formas de fazer os festejos juninos

A crise na economia brasileira e os estragos provocados ora pelas chuvas, ora pela seca, estão dando dor de cabeça aos municípios baianos. Sem saída, alguns precisaram este ano cancelar o São João, principal evento turístico do interior. [Leia mais...]

[Diante da crise, cidades descobrem novas formas de fazer os festejos juninos]
Foto : Divulgação/Secom

Por Ticiane Bicelli no dia 13 de Junho de 2015 ⋅ 08:35

A crise na economia brasileira e os estragos provocados ora pelas chuvas, ora pela seca, estão dando dor de cabeça aos municípios baianos. Sem saída, alguns precisaram este ano cancelar o São João, principal evento turístico do interior. Os danos causados pelas chuvas motivaram prefeituras como a de Santo Amaro, no Recôncavo, e Candeias, na Região Metropolitana, a suspenderem os festejos. Em Sento Sé, no Vale do São Francisco, o motivo foi oposto: a seca. 

A Petrobras, envolvida em escândalos de corrupção, patrocina desde 2005 o São João na Bahia. Em 2014, foram R$ 7,7 milhões investidos em 119 municípios baianos.  Em meio às investigações, porém, a fonte secou. Apenas cinco municípios serão patrocinados pela Petrobras — entre eles, Senhor do Bonfim. “A crise afetou também nosso município, mas não vamos deixar de fazer os festejos. Vamos manter os cinco dias de festa, só que com uma grade mais cultural.

O tema do São João neste ano — ‘Forró, xaxado e baião: a sanfona é tradição’  — ajudou na redução de custos e na valorização do tradicional. Ano passado contratamos artistas sertanejos e de arrocha, agora estamos trabalhando com o sanfoneiro, o pé de serra, o tradicional”, explica o secretário de cultura de Senhor do Bonfim, Ari Urbano, que, apesar de ter o apoio da Petrobras mantido, também precisou de estratégias para passar por cima da crise.

Bahiatursa trabalha em alternativas
Com o afastamento da Petrobras, a Bahiatursa precisou buscar alternativas para garantir o São João no interior. No último dia 25, a empresa lançou um edital de chamamento público para seleção de até 170 projetos, além de selecionar propostas de bandas e artistas de forró. As propostas ainda estão sendo avaliadas e as escolhidas serão anunciadas na segunda (15).

As estratégias usadas pelas prefeituras são as mais diversas. De acordo com o prefeito de Capim Grosso, Sivaldo Rios (PSDB), foi necessário reduzir a festa. “Fui criticado, mas foi a solução que encontramos. O São João gera renda incomparável para o comércio em Capim Grosso, e vamos manter essa tradição. No período junino, a cidade fica cheia, todos vêm visitar parentes e amigos. São lojas, feira livre, rede hoteleira lotadas”, falou. 

Irecê na boa e sem crise
Quem afirmou não sentir ainda o impacto da crise foi o município de Irecê, que promete o maior São João da Bahia. O prefeito Luizinho Sobral (PTN) garantiu uma grande celebração no município, com atrações de peso da música nacional, como Luan Santana, Victor e Leo, Michel Teló e Odair José, além de artistas locais. Serão ao todo 30 dias de festa, incluindo 24 horas ininterruptas de forró nos dias que antecedem o São João. 

Ao contrário do argumentado por algumas Prefeituras, Luizinho Sobral afirma que a festa vai gerar renda para Irecê. “Fiz um planejamento antecipado, garantindo recursos para os festejos. Irecê é um município equilibrado e não vai ter o orçamento afetado. O São João aquece o comércio local e dá oportunidade para as pessoas que às vezes não tem como pagar para assistir um grande show. É uma festa cultural e econômica”, falou.

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