Bahia

Samarco diz que “não há provas” que lama em Abrolhos venha de Mariana

Após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoar a região do Sul da Bahia e identificar de uma mancha escura da região do Arquipélago de Abrolhos, a mineradora Samarco - empresa responsável pela barragem de mineração em Mariana [Leia mais...]

[Samarco diz que “não há provas” que lama em Abrolhos venha de Mariana]
Foto : Reprodução/Uol

Por Bárbara Silveira no dia 09 de Janeiro de 2016 ⋅ 11:20

Após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoar a região do Sul da Bahia e identificar de uma mancha escura da região do Arquipélago de Abrolhos, a mineradora Samarco - empresa responsável pela barragem de mineração em Mariana, que se rompeu e contaminou rios e parte da costa - afirma que não há comprovação que o material tenha vindo da barragem.

 “Dados sobre a direção de ventos e intensidade de marés registrados nos últimos dias apontam para uma probabilidade muito baixa de deslocamento da pluma de turbidez do litoral de Linhares até o Arquipélago de Abrolhos.” diz a nota emitida pela empresa.

Segundo a Samarco, outros fatores que podem ter influenciado a movimentação da lama. “[Houve] o registro de fenômenos climáticos que ocasionaram, nos últimos dias, a formação de ondas no litoral entre 1,5m e 2,5m que provocaram ressuspensão natural de sedimentos outros que não têm relação com o ocorrido na Barragem de Fundão”.

Em contato com o Metro1, na última sexta-feira (8), o superintendente do Ibama no estado, Célio Pinho, detalhou as ações realizadas entre o órgão e o Instituto Chico Mendes diante da ameaça. "Foi feito um trabalho de análise de imagens de satélite que demonstra um direcionamento dessa mancha para o sul da Bahia e aí o Instituto Chico Mendes fez um sobrevoo de helicóptero e nós que estamos apoiando eles com o grupo de emergência do Ibama, estaremos fazendo um sobrevoo hoje a tarde lá na região", disse. De acordo com o superintendente, a Samarco já foi notificada e deve também realizar uma análise da qualidade da água, por meio de um laboratório independente. "E pelo princípio do poluidor-pagador (...) há uma previsão de 10 dias para a apresentação desses laudos e o Ibama vai analisar e junto ao Instituto Chico Mendes tomar novas medidas", afirmou.

 

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