Bahia

Auditores fiscais do trabalho na Bahia entram em greve por tempo indeterminado

Após uma reunião realizada nesta terça-feira (19), os auditores fiscais do trabalho na Bahia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, seguindo o movimento nacional. A categoria reivindica a valorização da carreira e a melhoria das condições de trabalho e de infraestrutura. Durante a paralisação das atividades, um efetivo de 30% vai atuar nas superintendências e gerências Regionais do Trabalho e Emprego, na capital e no interior do estado. [Leia mais...]

[Auditores fiscais do trabalho na Bahia entram em greve por tempo indeterminado]
Foto : Divulgação/Sinait

Por Stephanie Suerdieck no dia 20 de Janeiro de 2016 ⋅ 13:41

Após uma reunião realizada nesta terça-feira (19), os auditores fiscais do trabalho na Bahia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, seguindo o movimento nacional. A categoria, que fiscaliza o cumprimento da legislação trabalhista e de segurança e saúde no trabalho, reivindica a valorização da carreira e a melhoria das condições de trabalho e de infraestrutura. Durante a paralisação das atividades, um efetivo de 30% vai atuar nas superintendências e gerências Regionais do Trabalho e Emprego, localizadas na capital e no interior do estado, para atender somente os casos de grave e iminente risco ao trabalhador e de não pagamento de salários.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, os auditores fiscais estão preocupados com o futuro dos trabalhadores brasileiros em razão do sucateamento do Ministério do Trabalho e Previdência Social. "A necessidade de realização de novos concursos públicos é urgente. Precisamos preencher mais de 1.100 cargos vagos. Somos apenas 2.500 para atender o país inteiro, mais de 50 milhões de empregados formais", afirma. Além disso, de acordo com o sindicato, a falta de auditores fiscais já está causando um colapso identificado no aumento do número de acidentes de trabalho no país, uma média 700 mil por ano, segundo as estatísticas do próprio ministério. Os trabalhadores também estão em campanha salarial.

Já a presidente da Delegacia Sindical do Sinait na Bahia (DS/BA-Sinait), Larissa Moreira, destaca que as condições da infraestrutura das unidades do MTPS estão caóticas, e vêm prejudicando o trabalho da categoria. “Riscos de desabamento, problemas nos elevadores, banheiros e sistemas de ar condicionado são alguns dos problemas que afetam servidores e usuários”

 

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