Bahia

Operação Nota Zero: PF cumpre mandados de busca e apreensão em Jequié e Itamari

De acordo com a PF, o inquérito em trâmite na Delegacia de Polícia Federal de Vitória da Conquista foi instaurado em virtude do não cumprimento dos dias letivos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Educação na rede escolar municipal da referida cidade no ano de 2013. [Leia mais...]

[Operação Nota Zero: PF cumpre mandados de busca e apreensão em Jequié e Itamari]
Foto : Reprodução/ Agência Brasil

Por Camila Tíssia no dia 23 de Março de 2016 ⋅ 08:17

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (23), a Operação Nota Zero, em Vitória da Conquista, com o objetivo de instruir Inquérito Policial que investiga desvio de verbas e crimes contra a Administração Pública por parte de servidores da Prefeitura Municipal de Itamari, no interior da Bahia. De acordo com a PF, o inquérito em trâmite na Delegacia de Polícia Federal de Vitória da Conquista foi instaurado em virtude do não cumprimento dos dias letivos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Educação na rede escolar municipal da referida cidade no ano de 2013. 

No curso da instrução criminal, contudo, os agentes públicos envolvidos tentaram interferir na investigação, com a apresentação de documentos falsos, recusa na apresentação de documentos originais e ameaça a testemunhas. Estão sendo cumpridos 05 Mandados de Busca e Apreensão e 07 Mandados de Medidas Cautelares Diversas da Prisão nas cidades de Jequié e Itamari, contra o gestor municipal, a primeira dama, a secretária de Educação, o Chefe do Setor de Recursos Humanos e o Procurador do município, que poderão ser presos caso a medida não seja satisfatória.

Os investigados responderão por fraude à  licitação; corrupção ativa e passiva; crime de responsabilidade dos Prefeitos; associação criminosa; falsificação de documento público; uso de documento falso; Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento e coação no curso do processo do Código Penal Brasileiro. A decisão foi expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília, com pedido de prisao preventiva. As penas, se somadas, podem chegar a 20 anos de reclusão. 

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