Bahia

APLB vai apurar prisão de professor durante aula em Paulo Afonso

Após o episódio onde o professor estadual, José Messias de Oliveira (53), foi levado preso quando estava em sala de aula em Paulo Afonso, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) vai exigir do Governo do Estado, da Secretaria Estadual de Educação e da Secretaria de Segurança Pública investigação com relação às denúncias realizadas pelo professor e apuração do ato de prisão. [Leia mais...]

[APLB vai apurar prisão de professor durante aula em Paulo Afonso]
Foto : Divulgação/ APLB

Por Bárbara Gomes no dia 30 de Junho de 2015 ⋅ 13:45

Após o episódio onde o professor estadual, José Messias de Oliveira (53), foi levado preso quando estava em sala de aula em Paulo Afonso, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) vai exigir do Governo do Estado, da Secretaria Estadual de Educação e da Secretaria de Segurança Pública investigação com relação às denúncias realizadas pelo professor e apuração do ato de prisão.

O professor havia denunciado a existência de irregularidades no Colegiado Escolar do Centro Territorial de Educação Profissional Itaparica (Cetep Itaparica I), no município de Paulo Afonso, interior da Bahia. Dias seguintes foi surpreendido pela Polícia Militar durante sua aula noturna de Física, na unidade escolar, e na frente dos seus alunos foi levado preso em um camburão (na parte traseira como um criminoso) até à Delegacia do município para prestar declarações.

Na segunda-feira (29), o professor José Messias, conhecido como Dom Bahia foi à sede da APLB- e relatou o acontecido aos membros da direção do sindicato que ofereceu todo o apoio ao professor e decidiu apurar as denúncias para tomar as providências necessária. Segundo Dom Bahia, a prisão aconteceu no dia 16 de junho, como tentativa de amedrontrá-lo e coagi-lo. Quatro PMs, sem apresentar mandado de prisão, alegaram que Dom Bahia teria ameaçado dois professores efetivos e um Reda, todos denunciados anteriormente por Dom Bahia por irregularidades como acúmulo de funções, nepotismo, contratação de pessoas sem capacitação ou que nunca apareceram no local de trabalho.

A direção da APLB informou que repudia a prisão dentro da sala de aula, na frente de alunos,  causando vergonha e humilhação ao professor, assim como o tratamento desumano que os policiais ofereceram. O sindicato declarou que acionará o departamento jurídico, para tomar as devidas providências com o objetivo de punir os responsáveis pelos abusos cometidos.

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