Bahia

Após Neto citar "calundu", Rui diz que tem mais conteúdo que o prefeito

O governador Rui Costa comentou as declarações do prefeito ACM Neto sobre um possível "calundu" do Governo do Estado em relação às passarelas que vão ligar pontos de ônibus às novas estações do metrô, na região do Iguatemi. Em entrevista ao Metro1, o petista disse que evitaria "adjetivar" o prefeito.[Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Simoni e Matheus Morais no dia 04 de Agosto de 2016 ⋅ 19:38

O governador Rui Costa comentou as declarações do prefeito ACM Neto sobre um possível "calundu" do Governo do Estado em relação às passarelas que vão ligar pontos de ônibus às novas estações do metrô, na região do Iguatemi. Em entrevista ao Metro1, o petista disse que evitaria "adjetivar" o prefeito.

"Eu não quero entrar em adjetivos e nem polemizar com o prefeito. Sempre vou falar de conteúdo. Vocês não vão me ver adjetivar ninguém e nem fazer brincadeiras. O meu perfil é assim, e eu sempre fui assim. Muita gente achava que eu não ia longe na política por eu ser muito sério. Eu quero continuar assim", declarou Rui.

De acordo com o governador, a única cidade no estado em que ele encontra dificuldades para trabalhar é a capital baiana. "Não vou continuar trocando farpas ou batendo boca com ninguém. Eu preciso trabalhar na cidade de Salvador, como preciso trabalhar em todas as cidades. Eu diria que nenhuma cidade da Bahia, independente do partido, eu venho encontrando dificuldade de fazer obras. Mas eu tenho tido dificuldade de fazer obras em Salvador, isso é fato", disse Rui, citando o caso envolvendo o sistema de paisagismo do equipamento.

"O que justifica 10 meses para liberar um paisagismo na Paralela? Se não vai aprovar, diga-se qual paisagismo que quer. O que não pode é levar em dez meses. Com esse tempo, provavelmente o metrô está chegando no Aeroporto. Alguém não consegue aprovar o projeto ou discutir. Vou continuar falando de conteúdo e propostas de coisas sérias. Se a única coisa que eu vou ter é bravata e adjetivos, tudo bem", disse o governador.

"Não vou entrar nesse jogo. Vou falar de conteúdo, e estou repetindo nas convenções, de alguém que prioriza enfiar 60 ou 70 milhões numa obra que, se não era necessária, era urgente. O que é urgente nessa cidade é a prefeitura construir creche, a prefeitura montar uma rede de ensino fundamental, a prefeitura construir posto de saúde...isso é urgente. A troca de um passeio poderia esperar", concluiu.

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