Bahia

Carlos Casaes lembra criação do troféu Catavento de Prata: "Marcou muito"

O jornalista e advogado Carlos Casaes foi entrevistado por Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na tarde desta segunda-feira (8), e lembrou sua entrada no mundo do turismo com a criação do periódico Gazeta da Bahia Turismo, em 1976, e, pouco tempo depois, com o troféu Catavento de Prata, em 1978 — que elege os melhores do turismo no país. "Foi ideia de Antonio Roberto Pellegrino. Ele era o cara que tinha as ideias", disse. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento no dia 08 de Agosto de 2016 ⋅ 13:14

O jornalista e advogado Carlos Casaes foi entrevistado por Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na tarde desta segunda-feira (8), e lembrou da sua entrada no mundo do turismo com a criação do periódico Gazeta da Bahia Turismo, em 1976, e, pouco tempo depois, do troféu Catavento de Prata, em 1978 — que elegeu os melhores do turismo no país. "Foi ideia de Antonio Roberto Pellegrino. Ele era o cara que tinha as ideias", disse.

"Com o fim do Diário de Notícias do Estado da Bahia, um dia, Pellegrino disse: 'Não vamos trabalhar mais pra ninguém. Vamos lançar um veículo nosso. Um periódico mensal, sobre o turismo'. Só existia um jornal sobre isso no país, e ele disse: 'Vamos sair na frente'. A medida que foi se desenvolvendo, fomos ganhando espaço, nacionalmente, aí virou apenas Gazeta do Turismo. Daí começou minha intimidade com o turismo e nunca mais larguei", acrescentou.

Sobre o troféu, o jornalista explica a origem do nome. "Muita gente questiona, qual o vínculo do Catavento com o turismo? 'Aí vem, berimbau, Senhor do Bonfim... Vai ser um Catavento', disse Pellegrino. Catavento não é instrumento que produz energia sem poluir? O turismo não é indústria sem poluição? Ele pensou também em 'Catavento de Ouro' mas eu disse que era demais, aí ficou 'Catavento de Prata'", brincou. "A coisa foi tomando rumo. A festa se constituia em coquetel, jantar, show e a premiação. Marcou muito", acrescentou.

"A gente fazia uma seleção de cinco entidades de turismo do país inteiro. Eles recebiam formulário de votação e mandavam a escolha deles. Eram 8 categorias, sempre, nunca alterou, e aqui a gente ia computando. Tirávamos os 3 mais votados, convidávamos os três de cada categoria, eram 24 convidados, pra vir pra Salvador pra receber a homenagem dos 3 melhores do Brasil aquele ano e todos vinham", descreveu.

Casaes revelou ainda que, o prêmio chamou tanto a atenção de autoridades, na época de sua criação, que chegou a ser questionado sobre como alcançá-lo. "Nós estavamos há 15 dias da festa, preparando tudo, os convites, as comunicações, aí aparece na porta da sala um cidadão, que era simplesmente um presidente de uma empresa pública de turismo. A empresa dele, como a Bahiatursa, estava entre as 3". "Ele disse: 'Sabe o que eu vim fazer? O governador pediu que eu viesse pra saber de você, o que é preciso para garantir o prêmio?' e eu disse: 'Diga ao governador que confie no taco dele, que venha prestigiar a festa, recebendo ou não o prêmio, que ele será homenageado de qualquer sorte", finalizou.

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