Bahia

Dantaslé critica localização do Polo: “Contaminou maior manancial hídrico”

Doutor em Geografia e História pela Universidade de Barcelona, além de professor e escritor, o baiano Noelio Dantaslé Spinola deu uma verdadeira aula de história durante entrevista à Mário Kertész nessa sexta-feira (25) [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Sindicato da Indústria

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 25 de Agosto de 2016 ⋅ 09:01

Doutor em Geografia e História pela Universidade de Barcelona, além de professor e escritor, o baiano Noelio Dantaslé Spinola deu uma verdadeira aula de história durante entrevista à Mário Kertész nessa sexta-feira (25). Começando a análise a partir da transferência da sede do governo de Salvador para o Rio de Janeiro – medida determinada pelo marquês de Pombal  –, Dantaslé afirmou que, a partir daí, o país “perdeu o bonde da história”. “Depois chegou Dom João VI, e nós ficamos a ver navios”, pontuou.

Vindo para a história mais recente da Bahia, o professor criticou o processo de implantação do Polo Petroquímico de Camaçari, que começou a operar em junho de 1978. “O enigma baiano começa neste momento. Não adianta ter petróleo, nada. A Petroquímica foi um fracasso. O capitalismo internacional e nacional tem suas artes e manhas, mas quem manda é o mercado. A Petroquímica mais prejudicou a Bahia que ajudou”, disse.

De acordo com Dantaslé, o problema foi à área escolhida para a implantação do complexo petroquímico, acima da formação de São Sebastião. “O que contaminou o maior manancial hídrico da Bahia. Isso porque os tecnocratas não queriam ir para Candeias e São Francisco do Conde porque era área do estado e eles tinham medo. Nos deixaram a área de contaminação em Camaçari. O projeto foi localizado errado. Hoje não tem a rentabilidade que deveria ter e criou uma aristocracia ali”, analisou. 

 

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