Bahia

Adsumus: empresas movimentaram quase R$ 2 bi

Em reunião com a imprensa, o promotor João Paulo Schoucin informou que, juntas, as empresas envolvidas movimentaram entre 2011 e 2015 quase R$ 2 bilhões. "O que mais assustou o MP foi o aporte financeiro gravitado entre todas as empresas investigadas", afirmou. [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 06 de Setembro de 2016 ⋅ 11:32

O Ministério Público da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (6), a Operação Adsumus, com o objetivo de investigar um rombo aos cofres do Município de Santo Amaro. A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil. Em reunião com a imprensa, o promotor João Paulo Schoucair, informou que, juntas, as empresas envolvidas no esquema ilícito movimentaram entre 2011 e 2015 quase R$ 2 bilhões. "O que mais assustou o MP foi o aporte financeiro gravitado entre todas as empresas investigadas", afirmou.

"O ramo de construção, Grautech e Oliveira Santana, receberam aproximadamente R$ 17 milhões dos cofres de Santo Amaro e as empresas Serv Bahia e Real Locação, captaram em contratos licitatórios algo em torno de R$ 14 milhões", acrescentou.

Segundo o promotor, as empresas atuam em 20% dos municípios baianos. "Um dos núcleos de amigos e cônjuges e outro núcleo de irmãos e tia. A coisa girava em torno de elementos consanguíneos. Constatamos que as empresas eram iniciadas, pasmem, com beneficiários do Bolsa Família, empresas que não funcionavam na sede dada aos órgãos em um prazo de 3 anos", disse.

Sem descartar outras etapas da investigação, o promotor atribuiu a expansão dos atos irregulares a falta de fiscalização. "A facilidade, contratos prorrogados, ausência de um elemento mais forte de combate e de transparência que a sociedade conclama", declarou. Os nomes dos empresários não foram divulgados. Até o momento, ninguém foi preso.

 

 

Notícias relacionadas