Bahia

Seis pessoas são denunciadas pelo MPF por fraudes na cidade de Castro Alves

Uma quadrilha formada por seis pessoas que atuava fraudando licitações e desviando recursos públicos federais na cidade de Castro Alves, no interior do estado, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF). [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 21 de Setembro de 2016 ⋅ 07:40

Uma quadrilha formada por seis pessoas que atuava fraudando licitações e desviando recursos públicos federais na cidade de Castro Alves, no interior do estado, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo o órgão, a organização criminosa é investigada desde o ano de 2010, quando a Operação Carcará, deflagrada em conjunto pelo MPF, Polícia Federal e Controladoria Geral da União, comprovou sua atuação em 22 municípios baianos.

Ainda de acordo com o MPF, a denúncia, de autoria do procurador da República Samir Cabus Nachef Júnior, leva em consideração os crimes acontecidos durante a realização dos pregões presenciais de nºs 02/2009 e 08/2009 em Castro Alves, em que foram vencedoras as empresas Atual Distribuidora de Alimentos Ltda. e Distribuidora de Alimentos Campeã Ltda., ambas de pertencentes ao grupo criminoso. Sob a liderança de Edison dos Santos Cruz, vulgo “Pé de Pato”, a quadrilha formou diversas empresas de fachada para ganhar licitações simuladas em vários municípios do estado.

O grupo atuava contatando servidores públicos para garantir que as empresas pertencentes à organização criminosa fossem vencedoras das licitações. A partir daí, era possível realizar todos os desvios,  superfaturando os preços e não entregando parte das mercadorias pagas. Segundo o MPF, foi dessa forma que as empresas Atual e Campeã venceram as licitações e efetuaram os desvios de verbas em Castro Alves, envolvendo, inclusive, recursos provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar, que deveria ser usado na merenda escolar.

Além de Cruz, foram denunciados Maria Auxiliadora Bispo dos Santos, Edicarla Oliveira da Cruz, Cleidiane dos Santos Nogueira, Marcelo Eduardo Cabral Costa e Gilmara Cabral Fernandes. Todos respondem por fraude a licitações, por constituição de associação criminosa e por corrupção ativa. 

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