Bahia

Transplante de órgãos cresce 40% na Bahia

Atualmente, mais de 2.300 pessoas estão na lista de espera da Central de Transplantes na Bahia. De Janeiro a agosto de 2016, o estado registrou um crescimento de 40% no número de procedimentos cirúrgicos realizados, e de 20% no número de doadores, quando comparado ao mesmo período do ano passado. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Agência Brasil

Por Camila Tíssia no dia 05 de Outubro de 2016 ⋅ 06:38

Atualmente, mais de 2.300 pessoas estão na lista de espera da Central de Transplantes na Bahia. De Janeiro a agosto de 2016, o estado registrou um crescimento de 40% no número de procedimentos cirúrgicos realizados, e de 20% no número de doadores, quando comparado ao mesmo período do ano passado. 

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Estado, com o objetivo de salvar vidas, há um ano, a Bahia lançou a Política Estadual de Incentivo ao Transplante. Segundo a coordenadora do centro, América Carolina Sodré, a equipe do Hospital Ana Nery foi credenciada e já realizou o primeiro cardíaco. “Em relação a 2015, foi registrado o crescimento no número de transplante de fígado, medula e renal no estado e credenciamos três novas equipes para realizar transplante de rim em Feira de Santana”.

O primeiro paciente a receber um transplante duplo no hospital São Rafael, em agosto de 2013, quando o estado voltou a realizar o procedimento, foi Antônio Carlos Martins, 58 anos. Ele passou quatro anos e meio sem poder fazer esforço, passando por sessões de hemodiálise. Para estar completamente ativo hoje, além do rim, ele também recebeu outro fígado. O paciente relata a importância do procedimento. “O transplante modificou minha vida, hoje me sinto como era antes de ficar doente. Faço tudo, trabalho, tomo conta do meu estabelecimento, tranquilo. Levo uma vida normal”, afirmou.
 
Autorização
A coordenadora falou ainda que uma das dificuldades para aumentar o número de transplantes é identificar os potenciais doadores. Segundo ela, a negativa das famílias reduziu de 70% para 61%, sendo que a média brasileira de recusa familiar fica em torno de 44%. 
  
Equipes
A Bahia conta com duas instituições credenciadas para transplante de fígado, seis para transplante renal – com a sétima em fase de credenciamento junto ao Sistema Nacional de Transplantes –, uma para coração outra para pulmão, duas para medula óssea e 16 para transplante de córneas. 

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