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Brasil tem mais assassinatos que a Síria em guerra; Bahia registra leve queda

Entre 2011 e 2015, o Brasil registrou mais mortes violentas que a Síria em guerra, no mesmo período. A afirmação é possível graças aos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta sexta-feira (28). Apesar do quadro alarmante no país, a Bahia teve uma leve diminuição nos números. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 28 de Outubro de 2016 ⋅ 10:21

Entre 2011 e 2015, o Brasil registrou mais mortes violentas que a Síria em guerra, no mesmo período. A afirmação é possível graças aos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta sexta-feira (28). Apesar do quadro alarmante no país, a Bahia teve uma leve diminuição nos números.

De acordo com o levantamento, em todo o território brasileiro, 278.839 ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial foram registradas. Os números são referentes ao período de  janeiro de 2011 a dezembro de 2015. A Síria, por sua vez, teve 256.124 mortes.

Em 2015, 58.383 brasileiros foram mortos violentamente e intencionalmente, o que equivale a uma pessoa assassinada a cada 9 minutos, ou 160 mortos por dia no Brasil. Em comparação com 2014 (59.086), o número de mortes violentas sofreu redução de 1,2%.

A pesquisa indica que, entre os estados, o mais violento é o Sergipe, com 57,3 mortes violentas intencionais a cada grupo de 100 mil pessoas. Alagoas vem logo depois (50,8 mortes para cada grupo de 100 mil), juntamente com o Rio Grande do Norte (48,6). São Paulo, Santa Catarina e Roraima registraram as menores taxas de mortes violentas intencionais. A grande maioria dos oito estados, com programas de redução de homicídios, teve diminuição: Alagoas (-20,8%), Bahia (-0,9%), Ceará (-9,2%), Distrito Federal (-13%), Espírito Santo (-10,7%), Pernambuco (+12,4%), Rio de Janeiro (-12,9%), e São Paulo (-11,4%).

 

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