Bahia

"Baú histórico" traz acontecimentos que marcaram a Bahia

O historiador Vinicius Jacob contou a Mário Kertész na tarde desta sexta-feira (28) como conseguiu juntar informações de temas diversos sobre acontecimentos e personagens que marcaram a história na Bahia no seu projeto "Baú Histórico". [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Matheus Morais e Gabriel Nascimento no dia 28 de Outubro de 2016 ⋅ 12:00

O historiador Vinicius Jacob contou a Mário Kertész na tarde desta sexta-feira (28) como conseguiu juntar informações de temas diversos sobre acontecimentos e personagens que marcaram a história na Bahia no seu projeto "Baú Histórico". Jacob afirmou que consegue suas fotos históricas em fundações.

"As instituições do estado têm obrigação de preservar a história, principalmente a política, é o RG do estado. Você tem isso na Fundação Pedro Calmon, Gregório de Matos, mas não é preservado, tudo rudimentar. Têm livros na Gregório de Matos que tem 300 anos fechados, virou um tijolo, aí você perde informações, fala de governador, leis publicadas, meu interesse foi publicar isso. Vou nas fundações, boto sempre as referências: Fundação Getúlio Vargas, e vou futucando na internet, fotos, gente me liga, manda mensagem...", ressaltou. 

Ele disse ainda que sempre gostou de publicar histórias nas redes sociais. "Trabalho com educação a distância, senti a necessidade, de quando trabalhei no arquivo de memória da Bahia, quando a gente convidava um estagiário, a gente perguntava quem era Octávio Mangabeira, quem era JJ. Seabra as as pessoas não sabiam responder. Comecei a publicar desde o Orkut. Quando surgiu a fan page, lá fui e hoje temos 13 mil seguidores, até no Afeganistão tem gente curtindo. (risos)", ressaltou. 

"Quando surgiu no Instagram, migrei também, e venho publicando matérias, porque o segredo de redes sociais é coisa breve. Ninguém mais suporta leitura, reduzi ao máximo em dois parágrafos o conteúdo para falar da pessoa, da personalidade, e surtiu efeito. É uma coisa fácil de ler, interessante, você está morando em um bairro, uma rua, e não sabe quem foi aquela personalidade que ilustra", completou. 

Sobre Rafael Ariani

Vinicius Jacob lembrou de Rafael Ariani, um italiano de origem judaica, que veio tentar a vida em Salvador no ano de 1840, e foi a primeira pessoa a colocar a capital baiana "nos trilhos da modernidade dos transportes públicos". "Rafael queria fazer uma fábrica de carros na Bahia e foi o primeiro. Ele construiu esse império de transporte urbano, Salvador foi a terceira capital a ter bonde puxado a cavalo, foi Ariani. Ele montou a empresa, veja, como é difícil o poder privado trabalhar nesse país, ele sofria no Rio de Janeiro para buscar incentivo para produzir algo que seria bom para Salvador. O cara fez a revolução", elogiou. 

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