Bahia

Enem: com questão sobre machismo, estudantes consideram primeira prova complexa

Vários temas relacionados com conhecimentos históricos foram aplicados na prova de Ciências Humanas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste sábado (5). De modo geral, os estudantes acharam a prova “difícil” e “complexa”. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução

Por Camila Tíssia no dia 05 de Novembro de 2016 ⋅ 20:13

Vários temas relacionados com conhecimentos históricos foram aplicados na prova de Ciências Humanas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste sábado (5). O aparthaid na África do Sul, crise dos refugiados, ditaduras na América Latina, o trecho da peça "Hamlet", de William Shakespeare e o machismo estavam na avaliação deste primeiro dia. A repressão às mulheres também foi questionada e relacionada à Revolução Islâmica de 1979 no Irã. Para abordar esse assunto, o Enem usou uma parte do romance em quadrinhos Persepolis, da escritora iraniana Marjane Satrapi. De modo geral, os estudantes acharam a prova “difícil” e “complexa”.

“Achei boa a prova, mas ciências naturais foi a parte mais difícil. Eu estudava cinco horas por dia, além do tempo no cursinho. Outra coisa que me deixou meio desestabilizada emocionalmente foi a incerteza sobre a minha prova, se seria adiada ou não”, afirmou a estudante Nathália Garcia, de 18 anos. Em entrevista à Agência Brasil, ela contou que participa do Enem pela terceira vez e agora quer entrar no curso de medicina em alguma universidade pública.

A Bahia é o terceiro estado com o maior número de inscritos para o exame (664.697), atrás de São Paulo (1.404.276) e Minas Gerais (948.558). Mais de 30 mil candidatos baianos, em 30 cidades, tiveram as provas adiadas para 3 e 4 de dezembro, por causa das ocupações estudantis contra a reforma da educação e a proposta de emenda à Constituição que limita os gastos públicos.

Em Salvador, a aplicação do Enem em quatro departamentos da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) foi adiada. Apesar disso, os estudantes contestam a decisão, já que ocuparam apenas a reitoria.

Já o vigilante Edvan Vieira, 28 anos, alegou falta de tempo para preparar-se. Mesmo achando a prova “um pouco difícil”, ele acredita que teve rendimento melhor que na edição anterior do Enem.“Espero conseguir nota suficiente para entrar na faculdade de Engenharia Elétrica. A parte mais difícil foi de humanas, mas gostei um pouco de química e física. Amanhã tem matemática, que gosto, e também tem redação, que não é o meu forte”, disse o candidato.

Para a prova deste domingo (6), na Bahia, os portões dos locais de prova vão ficar abertos entre 11h e 12h (12h e 13h, no horário de Brasília), por causa do horário de verão. Os estudantes terão cinco horas e 30 minutos para responderem às questões objetivas de linguagens e códigos, matemática e redação. 

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