Bahia

Fonte Nova pode perder naming rights e repasse do governo de 99 milhões

A Arena Fonte Nova pode perder grande parte do lucro nos próximos meses. De uma só vez, o empreendimento pode ficar sem os naming rights da Itaipava, que paga R$ 10 milhões para dar nome ao estadio, e os repasses mensais do governo do estado, que contabilizam R$ 99 milhões. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 05 de Agosto de 2015 ⋅ 20:03

A Arena Fonte Nova pode perder grande parte do lucro nos próximos meses. De uma só vez, o empreendimento pode ficar sem os naming rights da Itaipava, que paga R$ 10 milhões para dar nome ao estadio, e os repasses mensais do governo do estado, que contabilizam R$ 99 milhões.

De acordo com uma reportagem da ESPN, o Grupo Petrópolis, dono da marca de cervejas Itaipava, que batiza o nome do estádio baiano e da Arena Pernambuco, tem conversas já avançadas para mudar o formato dos contratos atuais nos dois locais. O investimento fixo na Fonte Nova deve cair de R$ 10 para R$ 3 milhões. O valor total do contrato está sendo dividido entre todas as propriedades que atualmente a cervejaria é dona, na tentativa de precificar cada uma delas - camarotes, lounges, exclusividade nas vendas de bebidas, bloqueios de concorrentes em shows, datas para eventos, entre outros.

Além de perder a Itaipava, a Fonte Nova pode perder os fundos Governo do Estado. Auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmam ter encontrado uma série de  irregularidades apontadas no contrato de Parceria Público-Privada (PPP) firmado entre a Fonte Nova Participações (FNP), formada pelas construtoras OAS e Odebrecht, e o governo baiano. Durante análise do voto do conselheiro do TCE Pedro Lino, ele sustentou o Tribunal deve aprovar medida cautelar para que o estado suspenda os repasses mensais à FNP. De acordo com reportagem do jornal A Tarde, o conselheiro alegou que processo semelhante ocorreu com o TCE do Mato Grosso, quando foram suspenso os repasses à empresa Mendes Junior, que construiu a Arena Pantanal.

Lino cobra que o governo estadual, num prazo de 180 dias, "realize a adequação dos valores" de forma a que o estado não tenha prejuízo com o contrato. Atualmente, são pagos cerca de R$ 99 milhões por ano em repasses mensais à FNP a título de contrapartida pela construção e gerenciamento da arena. De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), o valor esta muito acima dos R$ 82 milhões que seriam suficientes.

Além disso, Lino pediu que os autos fossem enviados para a CGU, TCU e outros órgãos de fiscalização. Ainda segundo a reportagem, o material já foi entregue à Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar irregularidades nas obras da Copa do Mundo de 2014.

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