
Bahia
Em seis anos, casos de intolerância religiosa tiveram aumento de 2.250% na Bahia
Último caso registrado em 2018 foi o ataque à Pedra de Xangô, no bairro de Cajazeiras, em Salvador

Foto: Babá Barossi
O número de crimes de intolerância religiosa cometidos na Bahia aumentou 124% entre 2017 e 2018, de acordo com a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Quando se considera os últimos seis anos, o crescimento é ainda maior, de 2.250%.
Desde 2013, quando o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela foi criado, foram registrados 153 casos de intolerância, 272 de racismo e 57 ocorrências relacionadas ao tema. Dentre os casos de intolerância religiosa, 16 correspondem a ataques a terreiros de candomblé.
O último caso registrado em 2018 foi o do ataque à Pedra de Xangô, no bairro de Cajazeiras, em Salvador. Em 29 de dezembro, mais de 100 quilos de sal foram despejados sobre o monumento. Um novo ataque foi registrado na quarta (1º), com uma quantidade menor de sal. Ontem (2), foi protocolada uma petição junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), para que sejam tomadas providências acerca do crime.
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