Bahia

'Não tenho vida já há um tempo', diz ex-promotor do Caso Cabula

Segundo ele, atividades ao ar livre, ida a lugares públicos e até momentos de lazer não fazem parte de sua rotina

['Não tenho vida já há um tempo', diz ex-promotor do Caso Cabula]
Foto : Divulgação/MP-BA

Por Matheus Simoni no dia 12 de Fevereiro de 2019 ⋅ 10:13

O promotor de Justiça Davi Gallo, que deixou o caso que investiga a Chacina do Cabula, ocorrida em 2015, afirmou que questões processuais o afastaram do seguimento da ação. No entanto, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (12), ele declarou que vinha sofrendo uma série de ameaças de morte.

"Na época do fato, eu fui designado pelo coordenador da Justiça para acompanhar o caso. E essa designação perdurou até essa data até o processo retornar. Só que a vara que eu trabalhava têm dois promotores titulares que vão voltar a atuar. Mas essas ameaças existiram, hoje voltaram de forma velada. Até hoje me é proporcionada escolta particular. Mas eu posso retornar a qualquer momento", afirmou.

Gallo ainda revelou que não consegue levar uma vida comum por conta das ameaças. Segundo ele, atividades ao ar livre, ida a lugares públicos e até momentos de lazer não fazem parte de sua rotina. "Não tenho vida já há muito tempo. Não frequento lugares públicos. Só vou à praia quando vou a outro estado da federação. Não tenho a mesma vida que os outros têm", contou.

O promotor contou que chegou a ser ameaçado enquanto trabalhava no fórum, quando atuou no julgamento de líderes de facções criminosas. "Não cheguei a ser ameaçado em face de investigação, mas por julgamento de condenações que geram em determinadas pessoas o sentimento de vingança. O último dos julgamentos foi de dois chefes de facções, que prefiro não falar o nome, um deles me ameaçou no próprio fórum", disse. 

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