Bahia

Obra da MRV causa 'tempestade de cimento' em Lauro de Freitas; veja vídeo

"A obra já tem dois meses, mas a situação se agravou há uns 15 dias, quando, em vez de areia, começaram a lançar cimento", diz uma moradora do entorno

[Obra da MRV causa 'tempestade de cimento' em Lauro de Freitas; veja vídeo]
Foto : Reprodução/YouTube

Por Kamille Martinho no dia 09 de Outubro de 2019 ⋅ 18:43

Desde agosto deste ano, a construtora MRV está em obras no empreendimento Solar de Vilas, em Lauro de Freitas (BA). O que os moradores do condomínio ao lado não esperavam é que uma poeira de cimento invadisse seus apartamentos todos os dias e que a empresa seguisse na inércia do descaso.

Na denúncia, feita pelos moradores do Parque Solar do Atlântico, consta como o dia a dia vem sendo afetado: os condôminos são obrigados a manter portas e janelas fechadas no intuito de amenizar os estragos dentro dos apartamentos; veículos já foram danificados, pois a poeira impregnada não sai nem com produtos abrasivos, causando danos à pintura; e a piscina é visivelmente afetada pelos resíduos do cimento.

Priscila Becco, uma das moradoras, desabafa que três crianças já passaram mal em contato com a poeira. "Uma delas tem asma e por causa da poeira precisou ficar uma semana internada. A obra já tem dois meses, mas a situação se agravou há uns 15 dias, quando, em vez de areia, começaram a lançar cimento", disse.

O síndico do condomínio, Jorge Freitas, entrou com uma ação extra judicial e alegou inúmeros apelos para que os responsáveis pela obra “minimizassem os prejuízos e desconfortos causados pela Usina de concreto”. Entretanto, ele informou “não ter obtido êxito efetivo”. Jorge ainda destacou que a construtora MRV, por meio de seus representantes locais, tem pago a lavagem de alguns veículos danificados, mas que a atitude não é suficiente. “Pedimos aos senhores uma solução imediata de retirada ou reposicionamento desta Usina”, solicita.

Questionada pelo Metro1, a assessoria da empresa justificou a poeira de cimento como consequência de um erro no nível da pressão da entrada do cimento no silo (reservatório fechado, próprio para armazenamento do material), fazendo com que sua tampa fosse equivocadamente aberta, liberando o pó.

Em relação às providências a serem tomadas, a empresa garantiu que, para evitar que o transtorno ocorra novamente, uma equipe vedou hoje (9) a tampa do silo e providenciará a limpeza do condomínio afetado.

Veja o vídeo da "tempestade de cimento":

Notícias relacionadas

[Uneb abre inscrições para Vestibular 2020]
Bahia

Uneb abre inscrições para Vestibular 2020

Por Juliana Rodrigues no dia 14 de Outubro de 2019 ⋅ 12:20 em Bahia

Instituição oferece 6.321 vagas, sendo 4.021 vagas para cursos de graduação na modalidade presencial e 2.300 à distância