Bahia

Após fraude na Bahia, estelionatários negociavam venda de respiradores ao governo federal

Segundo o secretário Maurício Barbosa, duas pessoas foram presas em Brasília e uma no Rio de Janeiro

[Após fraude na Bahia, estelionatários negociavam venda de respiradores ao governo federal]
Foto : Divulgação/PC-DF

Por Matheus Simoni no dia 01 de Junho de 2020 ⋅ 09:43

O secretário estadual de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Maurício Barbosa, comentou a operação deflagrada hoje (1º) contra um grupo criminoso acusado de fraudar a compra de respiradores da China pelo Consórcio Nordeste para a pandemia do coronavírus. Em entrevista a José Eduardo na Rádio Metrópole, o chefe do órgão afirmou que a investigação durou cerca de 20 dias, após as suspeitas de que tratava-se de uma tentativa de golpe.

"Foram feitos bloqueios de contas, sequestro de bens e prisão de pessoas envolvidas nas fraudes que estamos investigando. É uma coisa extremamente lamentável num período desse, onde exige-se um esforço muito grande por parte das autoridades, encontrar empresas e pessoas que querem praticar o desvio de recurso público da área de saúde", declarou Barbosa.

Além de formação de quadrilha e outros crimes financeiros que estão sendo apurados, de acordo com o secretário. Maurício Barbosa afirmou ainda que a venda de medicamentos hospitalares não era uma especialidade da empresa contratada. "O que a parte suspeita alega é de que a China não entregou esses respiradores e que ela tinha dado a opção de entregar respiradores nacionais. Isso não procede, a própria Embaixada da China reconheceu que o contrato que ela apresentou no processo é falso. A empresa chinesa é uma empresa de construção civil, que não trata de respiradores e materiais hospitalares e que nunca tratou com nenhuma empresa brasileira sobre a aquisição de nada", declarou o chefe da SSP. 

Ao todo, duas pessoas foram presas em Brasília e uma no Rio de Janeiro. Elas serão encaminhadas para Salvador, onde a Polícia Civil fará oitivas e dará prosseguimento à investigação. "Tivemos apoio da polícia civil do DF e acompanhou a tentativa da empresa de vender respiradores para o governo federal. Não contente em fraudar o Consórcio Nordeste, eles queriam dar um salto maior e fraudar contratos com o governo federal. Impedimos isso graças à ação de hoje", declarou Barbosa. 

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