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Socióloga lança livro sobre início do movimento abolicionista no país

O início do movimento abolicionista brasileiro em momentos distintos. É disso que trata o livro da socióloga e professora de Sociologia da USP, Angela Alonso, "Flores, Votos e Balas - O movimento abolicionista brasileiro (1868-88)", lançado no ano passado. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (28), ela falou sobre o início do movimento pelas articulações dos abolicionistas em diversas camadas da sociedade. [Leia mais...]

[Socióloga lança livro sobre início do movimento abolicionista no país]
Foto : Reprodução

Por Matheus Simoni no dia 28 de Janeiro de 2016 ⋅ 17:43

O início do movimento abolicionista brasileiro em momentos distintos. É disso que trata o livro da socióloga e professora de Sociologia da USP, Angela Alonso, "Flores, Votos e Balas - O movimento abolicionista brasileiro (1868-88)", lançado no ano passado. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (28), ela falou sobre o início do movimento pelas articulações dos abolicionistas em diversas camadas da sociedade.

"O objetivo do livro é mostrar que houve, durante duas décadas, um movimento grande de muita adesão que fez uma pressão sobre as instituições políticas durante muito tempo. A Lei Áurea acontece após muita pressão das ruas, não foi uma atitude isolada da Coroa. Não foi um excesso de participação da princesa", disse ela.

Em determinados momentos, a disputa para encerrar o movimento escravagista chegou a levar a embates mais duros com abolicionistas. "Havia roubo de escravos, havia enfrentamento e intenso conflito. Foi justamente esse estado que deixou insustentável essa situação. Não havia como manter a ordem escravista. O movimento pressionou muito a sociedade pelo fim da escravidão", conta a socióloga.

A obra também ressalta o papel do teatro para disseminar os ideais do movimento diante da possibilidade acabar com a escravidão. Segundo Angela, as artes estavam diretamente relacionadas ao que estava para acontecer. "Nesse primeiro momento, os abolicionistas precisavam fazer campanhas e divulgar ideias para persuadir o público a apoiá-los. Aqui, como a igreja era parte do Estado e ele era escravista, eles tinham que buscar outros lugares. Existiam encenações teatrais, com óperas e cantos líricos, onde havia movimento político e artístico. Eles conseguiram juntar muitas pessoas para esse movimento", afirmou.

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