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Polícia pede prisão de presidente licenciado da Samarco e mais seis

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (23), durante sessão da Comissão de Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o pedido de prisão preventiva de sete pessoas, sendo seis funcionários da mineradora Samarco e um da consultoria VogBR, pelas mortes em decorrência do rompimento da barragem em Mariana. [Leia mais...]

[Polícia pede prisão de presidente licenciado da Samarco e mais seis]
Foto :Reprodução Samarco

Por Jessica Galvão no dia 23 de Fevereiro de 2016 ⋅ 15:44

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (23), durante sessão da Comissão de Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o pedido de prisão preventiva de sete pessoas, sendo seis funcionários da mineradora Samarco e um da consultoria VogBR, pelas mortes em decorrência do rompimento da barragem em Mariana.

O rompimento, ocorrido no dia 5 de novembro do ano passado, destruiu totalmente o distrito de Bento Rodrigues, e atingiu mais 40 cidades mineiras e no Espírito Santo. Os rejeitos atingiram o mar, pelo Rio Doce e algumas cidades ficaram sem abastecimento de água. Neste mesmo desastre ambiental, milhares de animais morreram. De acordo com a Polícia Civil, os 17 corpos resgatados da lama e as duas pessoas que ainda estão desaparecidas já são consideradas vítimas de homicídio. 

Foram indiciados e têm o pedido de mandado de prisão contra eles o presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi; Kléber Terra, diretor-geral de operações; Germano Lopes, gerente-geral de projetos; Wagner Alves; gerente de operações; Wnaderson Silvério, coordenador técnico de planejamento e monitoramento; Daviely Rodrigues, gerente, todos acima da Samarco; e Samuel Paes Lourdes, engenheiro da VogBR.

A Polícia Civil ainda informou que a causa do rompimento da barragem foi liquefação [acúmulo de água]. Houve elevada saturação de rejeitos arenosos depositados em Fundão, falhas no monitoramento, equipamentos com defeito, número reduzido de equipamentos de monitoramento, elevada taxa de alteamento anual da barragem, assoreamento do dique 02 e deficiência junto ao sistema de drenagem.

"É como se o aumento do eixo (da barragem) fosse construído em cima de uma gelatina", disse o delegado Rodrigo Bustamante, responsável pelo inquérito, sobre o alteamento da barragem.

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