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Entre Páginas: Eco, Pondé e Kafka

O famoso escritor e ensaísta italiano Umberto Eco traz em seu novo romance, “Número Zero”, uma espécie de manual do mau jornalismo ambientado na redação de um jornal imaginário. O novo livro do autor do famoso romance “O nome da rosa” e de importantes tratados de semiótica, é uma história de ficção ambientada em 1992, um ano particular para a Itália contemporânea, marcado pelos escândalos de corrupção e pela investigação Mãos limpas, que arrasou com boa parte da classe política da época. [Leia mais...]

[Entre Páginas: Eco, Pondé e Kafka]
Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 02 de Julho de 2015 ⋅ 17:30

O famoso escritor e ensaísta italiano Umberto Eco traz em seu novo romance, “Número Zero”, uma espécie de manual do mau jornalismo ambientado na redação de um jornal imaginário. O novo livro do autor do famoso romance “O Nome da Rosa” e de importantes tratados de semiótica, é uma história de ficção ambientada em 1992, um ano particular para a Itália contemporânea, marcado pelos escândalos de corrupção e pela investigação 'Mãos limpas', que arrasou com boa parte da classe política da época. Eco descreve a redação imaginária de um jornal, criado naquele ano, para desinformar, difamar adversários, chantagear, manipular, elaborar dossiês e documentação secreta.

Nesta semana Mário Kertész entrevistou o filósofo, escritor e nosso comentarista Luiz Felipe Pondé, sobre o lançamento de seu livro “Os Dez Mandamentos + 1”. Os dois falaram sobre o que motivou a ideia do livro, e sobre como Pondé imaginou que mandamento ele sugeriria a Deus pra acrescentar à lista.

E já que Pondé falou em Franz Kafka, o Entre Páginas vai além d' “A Metamorfose” e sugere a leitura de “O Castelo”. O agrimensor K. chega a uma aldeia coberta de neve e procura abrigo num albergue perto da ponte. O ambiente sombrio e a recepção ambígua dão o tom do que será o romance. No dia seguinte o herói vê, no pico da colina gelada, o castelo: como um aviso sinistro, bandos de gralhas circulam em torno da torre. O personagem, K., nunca conseguirá chegar até o alto, nem os donos do poder permitirão que o faça. Em vez disso, o suposto agrimensor - mesmo a esse respeito não há certeza - busca reivindicar seus direitos a um verdadeiro cortejo de burocratas maliciosos, que o atiram de um lado para outro com argumentos que desenham o labirinto intransponível em que se entrincheira a dominação. O castelo – O “Fausto” do século XX, consolidado como um dos pontos mais altos da ficção universal - mostra a extensão completa do termo kafkiano.

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