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Noivo que bancou casório com Lei Rouanet tinha apenas R$ 159 em 5 contas

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Noivo que bancou casório com Lei Rouanet tinha apenas R$ 159 em 5 contas

Na mira da Operação Boca Livre — que investiga desvio de R$ 180 milhões da Lei Rouanet — o empresário Felipe Amorim tinha apenas R$ 159,71 em cinco contas bancárias. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, o valor, encontrado pela Justiça, foi considerado "pífio" pelos investigadores. [Leia mais...]

Noivo que bancou casório com Lei Rouanet tinha apenas R$ 159 em 5 contas

Foto: Reprodução

Por: Gabriel Nascimento no dia 08 de julho de 2016 às 12:06

Na mira da Operação Boca Livre — que investiga desvio de R$ 180 milhões da Lei Rouanet — o empresário Felipe Amorim tinha apenas R$ 159,71 em cinco contas bancárias. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, o valor, encontrado pela Justiça, foi considerado "pífio" pelos investigadores. O empresário foi preso em junho pela Polícia Federal, suspeito de ter utilizado verbas públicas para custear as despesas do seu luxuoso casamento em Santa Catarina, no mês de maio.

Quatro contas do empresário Antonio Carlos Bellini Amorim — pai de Felipe — também foram verificadas. Nelas, nenhum centavo foi encontrado. Somado, o valor bloqueado em doze contas dos Bellini, rastreadas pelo Banco Central, é de R$ 161,56. Os valores causaram perplexidade entre os investigadores, já que, segundo levantamento preliminar, o grupo recebeu R$ 4,58 milhões em verbas do Tesouro, sempre pelo incentivo da Lei Rouanet.

O Grupo Bellini é o principal alvo da Boca Livre. Inicialmente, Antonio Carlos, pai de Felipe e Bruno, o irmão, foram capturados em regime temporário. A medida foi convertida em prisão preventiva pelo juiz Hong Kou Hen, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo. O magistrado classificou os baixos valores das contas como "estranho", durante a decisão. "Levanta suspeitas desfavoráveis aos investigados, considerando que foram movimentados milhões de reais nos últimos anos", disse.

"No entender deste juízo, não se trata de situação de penúria econômica, mas de provável manobra de esvaziamento das contas bancárias, circunstância que evidencia conduta visando frustrar a aplicação da lei penal", acrescentou. O grupo ainda não se manifestou sobre o assunto.