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Unesco: Brasil não vê educação como instrumento de qualificação de vida

O Relatório de Monitoramento Global da Educação 2016, com o tema Educação para as Pessoas e o Planeta: criar futuros sustentáveis para todos, foi lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), nessa segunda-feira (5). [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Agência Brasil

Por Camila Tíssia no dia 06 de Setembro de 2016 ⋅ 06:27

O Relatório de Monitoramento Global da Educação 2016, com o tema Educação para as Pessoas e o Planeta: criar futuros sustentáveis para todos, foi lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), nessa segunda-feira (5). Para a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, o país precisa repensar esse assunto. “No Brasil, vemos mais uma educação focada em determinados conteúdos, no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e na prova de entrada da universidade, e os currículos pautados apenas pelos livros didáticos. Não se vê a educação como esse instrumento de qualificação da vida das pessoas”, disse.

De acordo com a Agência Brasil, o estudo apontou que é preciso mudar a maneira como a educação é pensada, porque ela, muito além de apenas transferir conhecimentos, tem a responsabilidade de fomentar os tipos certos de habilidades, atitudes e comportamentos que levarão ao crescimento sustentável e inclusivo.

Ainda segundo Rebeca Otero, a educação deve ser baseada em quatro pilares: aprender a conhecer, a fazer, a ser e a viver juntos. “É bastante importante que seja assim porque, nesse sentido, as pessoas ganham autonomia, podem aprender e se desenvolver”, disse. “Projetos que dizem respeito a não ter uma discussão em termos de troca de ideia, que não promovam a autonomia de pensamento, não pode ser educação. É fundamental que haja liberdade, que as pessoas exponham suas ideias e que sejam respeitadas”, completou.

O relatório da Unesco indica também que o acesso amplo e igualitário à educação de boa qualidade ajuda a manter práticas e instituições democráticas. Além disso, níveis melhores de alfabetização responderam pela metade das transições para regimes democráticos entre 1870 e 2000.

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