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"A Justiça brasileira vive um retrocesso" diz Eliana Calmon a Metrópole

A ex-ministra do Tribunal Superior de Justiça (STJ) e ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, criticou o funcionamento da Justiça no país. Para Calmon, a Justiça brasileira vive um "retrocesso". [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Matheus Morais no dia 14 de Setembro de 2016 ⋅ 11:42

A ex-ministra do Tribunal Superior de Justiça (STJ) e ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, criticou, nesta quarta, em entrevista a Rádio Metrópole, no Jornal da Bahia no Ar, o funcionamento da Justiça no país. Para Calmon, a Justiça brasileira vive um "retrocesso". "A Justiça não avançou, vivemos um retrocesso.

As mudanças no poder judiciário são como as marés: avançam e recuam, a depender de quem esteja comandando. A gestão de Ricardo Lewandowski foi ligada ao corporativismo. A ministra Cármen Lúcia pode ter obstáculos devido às corporações. Mexer com determinadas questões tem que ter cuidado, porque os movimentos corporativistas são fortes. Nós temos tempos datados e eles se armam para o que vem depois de dois anos", ressaltou. 

Questionada sobre o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, apresentado ao Senado por um grupo de juristas e representantes da sociedade civil, Calmon disse que tem apreço por Mendes, mas que ele se expõe muito. "Ele se expõe demasiadamente por se pronunciar sobre questões políticas. Se manifesta sobre política, que não deveria, porque os magistrados deveriam ser mais comedidos nas manifestações que fazem. Acho que também existe um certo exagero das pessoas ao quererem ligar ele ao PSDB, por um passado que ele exerceu", analisou Calmon. 

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