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Operação Lava Jato: José Carlos Bumlai é condenado a 9 anos de prisão

Por crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva, o pecuarista José Carlos Bumlai foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão, na manhã desta quinta-feira (15), pelo juiz federal Sérgio Moro — responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. A sentença é referente a um processo da 21ª fase da operação. [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 15 de Setembro de 2016 ⋅ 09:58

Por crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva, o pecuarista José Carlos Bumlai foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão, na manhã desta quinta-feira (15), pelo juiz federal Sérgio Moro — responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. A sentença é referente a um processo da 21ª fase da operação.

Além de Bumlai, o empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, e outros quatro réus foram condenados. A advogada do pecuarista, Daniela Meggiolaro classificou a sentença como "injusta", e afirmou que vai recorrer da decisão.

Em 2004, Bumlai foi condenado por participação, obtenção e quitação fraudulenta do empréstimo no Banco Schahin no valor de R$ 12 milhões. O pecuarista está envolvido ainda na solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.

Veja lista:

- José Carlos Bumlai (pecuarista): gestão fraudulenta e corrupção passiva, 9 anos e 10 meses
- Eduardo Costa Vaz Musa (ex-gerente da Petrobras): corrupção passiva, 6 anos
- Fernando Falcão Soares (empresário): corrupção passiva, 6 anos de reclusão
- Fernando Schahin (ex-executivo do grupo Schahin): corrupção ativa, 5 anos e quatro meses
- João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT): corrupção passiva, 6 anos e 8 meses
- Milton Taufic Schahin (executivo do Grupo Schahin): gestão fraudulenta e corrupção ativa, 9 anos e 10 meses de reclusão
- Salim Taufic Schahin (executivo do Grupo Schahin): gestão fraudulenta e corrupção ativa, 9 anos e 10 meses
- Nestor Cuñat Cerveró (ex-diretor da área Internacional da Petrobras): corrupção passiva, 6 anos e oito meses

 

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