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Pulverização aérea de químicos contra Aedes é inconstitucional, diz Janot

A pulverização de substâncias químicas por aeronaves para conter doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti é inconstitucional, de acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pois ofende a preservação do meio ambiente e por trazer riscos à saúde humana. [Leia mais...]

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Foto : Lula Marques/ AGPT

Por Laura Lorenzo no dia 21 de Setembro de 2016 ⋅ 20:00

A pulverização de substâncias químicas por aeronaves para conter doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti é inconstitucional, de acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pois ofende a preservação do meio ambiente e por trazer riscos à saúde humana. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (21).

Janot pediu que, por haver perigo de danos imediatos ao ecossistema e risco de intoxicação humana, seja feita uma medida cautelar. “Além de ser "duvidosa a efetividade da medida, ela traz impactos negativos como contaminação do meio ambiente e intoxicação da população, podendo causar dores de cabeça, náuseas, dificuldades respiratórias e alergias na pele", afirmou o procurador. 

Ele destacou ainda que, após a dispersão química, as substâncias podem atingir residências, escolas, creches, hospitais, centrais de fornecimento de água e outros locais. Janot salientou também que a medida "não contribui efetivamente para o combate ao mosquito, que possui hábitos domiciliares, ao abrigo das pulverizações" e que não há certeza quanto a eficácia da pulverização.

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