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Ruy Castro fala sobre novo livro e diz que samba-canção "nunca morreu"

O jornalista, biógrafo e escritor brasileiro, Ruy Castro foi entrevistado por Mário Kertész, na Rádio Metrópole, no início da tarde desta terça-feira (27), e falou sobre o seu livro mais recente, intitulado "A Noite do Meu Bem: A História e as Histórias do Samba-Canção". Destacando a produção, que durou cerca de três anos, o escritor detalha a história musical e social do trabalho. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 27 de Setembro de 2016 ⋅ 12:58

O jornalista, biógrafo e escritor brasileiro, Ruy Castro foi entrevistado por Mário Kertész, na Rádio Metrópole, no início da tarde desta terça-feira (27), e falou sobre o seu livro mais recente intitulado "A Noite do Meu Bem: A História e as Histórias do Samba-Canção". Destacando a produção, que durou cerca de três anos, o escritor detalha a história musical e social do trabalho. "Estou reconstituindo uma época da história do Brasil que se concentrou do Rio de Janeiro. Naquela época não havia meio de transporte, nem meio de comunicação. Comparado ao resto do país, o Rio era um eldorado. O poder do país estava no Rio, era a capital do Brasil. A trilha sonora era o samba-canção", afirmou.

"Levei três anos. Dia e noite para escrever. Todos os dias, quase morri. Botei um stent no coração e coloquei o nome dele de 'A noite do meu bem'. Me apaixonei por essa história. Virei dia e noite procurando coisas antigas, gente de mais de 80 anos que tivessem pelo menos 25 anos em 1950. Por sorte, tinha muita gente viva. Mas, nos quatro últimos anos, metade das pessoas que entrevistei já morreu", acrescentou.

Castro falou ainda sobre os personagens da história, entre eles, Dorival Caymmi. "É um dos principais. Um dos primeiros a entrar em cena. Ele era o grande compositor e o grande cantor. Caymmi foi também o grande cronista da noite, dos amores, da noite. Era um grande cantor, ele fazia parte do mundo dos granfinos porque era irmão de Carlinhos Guinle, irmão do Jorginho Guinle. Ele tinha acesso ao mundo dos ricos, dos famosos e do poder, porque os politicos também adoravam Caymmi. Você tem no livro a Nora Ney, a Dolores Duran, o Dick Farney, o Miltinho, que felicidade ter reunido essas pessoas para cantar músicas de Herivelto Martins", contou.

O trabalho do escritor não se resumiu apenas ao livro, muito pelo contrário, deu vida a uma série de seis programas na Rádio MEC. "É um programa sobre o samba canção sem conversa fiada. É música o tempo inteiro, com gravações originais. O samba-canção nunca morreu. O Chico Buarque fez samba-canção, o Cartola também fez. Continuamos produzindo esses gêneros, agora menos, mas continuamos produzindo", finalizou. Ainda segundo Castro, em menos de 9 meses, mais de 30 mil exemplares do livro foram vendidos. A publicação também será base de mais um programa especial na TV Brasil.

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