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Jogo do desmaio: polícia investiga morte de adolescente após desafio online

Choking game, do inglês, jogo do desmaio. A prática realizada por alguns jovens, já há cerca de 10 anos, provocou diversas mortes e, desta vez, um garoto de 13 anos foi vítima, em São Vicente, no interior de São Paulo. Gustavo Riveiros Detter morreu nesse domingo (16) e a Polícia Civil local investiga o caso. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Arquivo pessoal

Por Camila Tíssia no dia 17 de Outubro de 2016 ⋅ 11:14

Choking game, do inglês, jogo do desmaio. A prática realizada por alguns jovens, já há cerca de 10 anos, provocou diversas mortes e, desta vez, um garoto de 13 anos foi vítima, em São Vicente, no interior de São Paulo. Gustavo Riveiros Detter morreu nesse domingo (16) e a Polícia Civil local investiga o caso.

De acordo com a polícia, o corpo do adolescente foi encontrado dentro do quarto dele, no sábado (15), enrolado com uma corda no pescoço diante de um computador. A suspeita é que o fato esteja relacionado a um desafio online que Gustavo costumava "brincar" com amigos. 

O tio da vítima afirmou que o sobrinho estava jogando, através da internet, com outros três colegas quando aconteceu o enforcamento, segundo o boletim de ocorrência. Através de uma webcam conectada para se comunicar durante as partidas, a cena foi acompanhada, em tempo real, por outros participantes do jogo.

O garoto chegou a ser levado para um hospital, no entanto, 24 horas após o atendimento, Gustavo não resistiu. Investigações preliminares apontam que Gustavo já teria tentado se enforcar outra vez, por conta do desafio proposto pelo jogo online. A polícia investiga ainda se os outros jogadores induziram o garoto a se enforcar. 

Alerta
Na internet, é possível encontrar diversos vídeos que foram divulgados, com jovens executando o jogo, também de forma presencial. O objetivo é diminuir a quantidade de sangue no cérebro e causar o desmaio.

Os pais devem ficar atentos a sinais como: marcas no pescoço, fortes dores de cabeça e desorientação, assim como cordas ou cintos atados aos móveis do quarto ou a presença injustificada de coleiras de cachorro em seus armários, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). 

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