Brasil

Ex-ministro tenta aproximar população e economia em novo livro

Com o objetivo de tentar aproximar um pouco mais a economia do cidadão comum, o ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega lançou, neste mês de outubro, o livro "Economia: Como Evoluiu e Como Funciona". Durante entrevista com Mário Kertész, na Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (24), ele afirmou que a obra é "um sobrevoo na história", com questões pontuais e cada capítulo tem no máximo 10 páginas. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / PSDB

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 29 de Outubro de 2016 ⋅ 19:00

Com o objetivo de tentar aproximar um pouco mais a economia do cidadão comum, o ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega lançou, neste mês de outubro, o livro "Economia: Como Evoluiu e Como Funciona". Durante entrevista com Mário Kertész, na Rádio Metrópole, nesta semana,  ele afirmou que a obra é "um sobrevoo na história", com questões pontuais e cada capítulo tem no máximo 10 páginas.

"Na verdade a ideia é escrever para um grande públicos constituído de não economistas e até para economistas refrescarem o que aprenderam na escola. Eu convidei uma economista para escrever sobre os conceitos de economia e eu fiz a parte histórica, o iluminismo a renascença, a parte industrial... É um livro que não tem formas, equações e modelos, tem apenas um gráfico. A ideia é mostrar tudo para o leitor de forma simples", disse. 

Nóbrega falou também que o livro não analisa a crise brasileira e mundial, no entanto tem um capítulo sobre a trajetória do Brasil. "Eu acho que isso é tema para um estudo mais profundo. A Europa está passando por um momento delicado desde a Segunda Guerra Mundial. Estão acontecendo perdedores permanentes, pessoas que não encontram trabalhos compatíveis depois demitidas. Nos EUA está vindo uma nova geração que deve ter a renda menor e tudo isso forma um ambiente para a desesperança e o descontentamento. Isso cria uma ambiente para o oportunismo político".

Guerra
O ex-ministro ainda citou o cenário de guerra pelo mundo, afirmando não achar que "chegaríamos ao extremo" da disputa. Segundo ele, uma parte da integração econômica foi feita para prevenir uma nova guerra. 

"Mesmo que o Donald Trump seja eleito, o muito ainda não tem uma resposta para essa novidade. Nós temos o risco de um populismo que vai levar o mundo para uma recessão mais profunda. Alguns mais preocupados começam a fazer comparações com o ambiente que gerou Adolf Hitler, que surgiu num momento de descontentamento grave na Alemanha e a humilhação maior foi o Tratado de Versalhes. Eu acho que dificilmente, a Europa geraria um ambiente para o surgimento de um novo Hitler. A sociedade é mais educada, mais culta. Se você for à Berlim tem um monumento em homenagem às vítimas do holocausto. A sociedade vai se lembrar permanentemente da catástrofe do Hitler, do  Mussolini, do Stalin". 

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