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Ministro diz que novas ocupações podem levar a mais adiamentos do ENEM

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta sexta-feira (4) a lista atualizada dos locais de prova afetados pelo adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devido à ocupação de escolas e universidades por estudantes. A nova relação tem a inclusão de 53 escolas, enquanto outras 10 que constavam na primeira lista foram retiradas. [Leia mais...]

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Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 04 de Novembro de 2016 ⋅ 14:37

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta sexta-feira (4) a lista atualizada dos locais de prova afetados pelo adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devido à ocupação de escolas e universidades por estudantes. A nova relação tem a inclusão de 53 escolas, enquanto outras 10 que constavam na primeira lista foram retiradas. Agora, 240.304 participantes que tinham previsão de fazer as provas em 364 locais ocupados terão que fazer as provas nos dias 3 e 4 de dezembro.

Segundo o MEC, a lista foi ampliada para incluir locais que foram ocupados após a divulgação da primeira relação pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), na última terça-feira (1). Esses estudantes farão as provas nos dias 3 e 4 de dezembro e serão informados do adiamento por SMS. Ao todo, 18 estados e Distrito Federal têm participantes afetados pelo adiamento. O Enem ocorre normalmente neste fim de semana (5 e 6 de novembro) para 8,386 milhões de participantes. Na Bahia, 42 locais de prova seguem ocupados.

Ao todo, o exame tem 8.627.248 inscritos. Os afetados pelo adiamento somam 2,79% do total. De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, se houver ocupação de novas escolas neste sábado e domingo, a orientação é para que, nessas unidades, seja suspensa a aplicação das provas do Enem. Ele afirmou que não pode haver qualquer possibilidade de risco à integridade do aluno. O ministro anunciou ainda que há acordos com os estados para participação das polícias militares nos arredores das escolas, e haverá também a atuação da Polícia Federal. O titular da pasta pretende conversar com todos os governadores dos estados para que seja assegurada a segurança do estudantes.

"Toda estratégia definida pelo ministério, em cooperação com forças de segurança e coordenação do Enem, é para preservar o clima pacífico, de respeito às pessoas. Chegaram a cobrar do ministério uma posição mais dura, em busca de reintegração de posse e de retiradas dos jovens. Isso ensejaria um risco enorme para a integridade física dos estudantes. Se houver situação de risco, a recomendação do ministério é que se suspenda a prova, para todos os coordenadores que estarão no comando da decisão. Não vamos colocar situação onde a PM vai ficar dividindo corredores humanos entre os que querem impedir e os que querem se submeter ao exame. Seria de altíssimo risco. É preferível que esses 240 mil que vão fazer em dezembro cresçam para 300 ou 500 mil. É preciso ter a certeza que todos que se submeteram ao Enem nessa primeira leva tiveram total tranquilidade de entrar no local de prova e de que estavam num ambiente seguro", disse Mendonça Filho.

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