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"Essa prova foi vazada de alguma forma", diz Polícia Federal sobre Enem

Após a prisão de candidatos que iriam prestar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (6), no Ceará e no Amapá, por terem sido flagrados com o tema da redação da edição 2016, a Polícia Federal (PF) declarou, nesta segunda-feira (7), que há indícios fortes de que a prova foi vazada.[Leia mais...]

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Foto : Suami Dias/ GOVBA

Por Laura Lorenzo no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 17:11

Após a prisão de candidatos que iriam prestar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (6), no Ceará e no Amapá, por terem sido flagrados com o tema da redação da edição 2016, a Polícia Federal (PF) declarou, nesta segunda-feira (7), que há indícios fortes de que a prova foi vazada.

"Essa prova foi vazada de alguma forma e, não sabemos como ainda, mas que os gabaritos chegaram a candidatos antes mesmo do exame iniciar, isso é fato", a delegada da Polícia Federal e coordenadora regional do Enem no Ceará, Fernanda Coutinho.

O caso

Em Fortaleza, a polícia encontrou no bolso de um dos candidato, de 34 anos, o tema e o texto da redação pronto para ser transcrito. Ele recebeu o gabarito do exame pelo celular e usou também um ponto eletrônico na sala de prova. Já em Macapá, um outro homem, de 31 anos, foi preso em flagrante logo após ter deixar o local de prova em uma faculdade no Centro da cidade. Ao ser detido, ele confessou ter tido conhecimento do tema da redação antes mesmo de iniciar o segundo dia de provas. Com ele, foi encontrado um texto com o assunto "intolerância religiosa", aplicado no Enem a quase 6 milhões de candidatos em todo o Brasil.

Casos anteriores

Em 2014, um estudante do Piauí, após ter feito as provas, gravou, na noite do domingo (9), um vídeo denunciando o vazamento da página  continha o tema e os textos de apoio da prova de redação. O tema do ano foi "Publicidade infantil no Brasil". O estudante afirmou que recebeu a imagem da página pelo aplicativo WhatsApp às 10h47 do dia 9 de novembro, uma hora e 13 minutos antes do início da prova no horário local do estado.

Em 2011, no dia 26 de outubro, dias após a realização do Enem daquele ano, alunos do colégio Christus, de Fortaleza, confirmaram ter recebido um material que continha questões idênticas ou muito parecidas com as que estavam naquela edição do Enem. De acordo com a escola, as questões faziam parte de um banco de perguntas que o colégio recebe de professores, alunos e ex-alunos para promover simulados. Ao saírem do local de prova, os estudantes foram atrás das páginas dos simulados do colégio e tiraram fotos das questões, comparando-as com as perguntas que foram cobradas no exame.

E também em 2009, no primeiro ano do novo formato do Enem, a prova foi cancelada poucos dias antes de sua realização. A notícia do cancelamento aconteceu na madrugada do dia 1º de outubro de 2009 pelo MEC, após a divulgação de que o exame havia sido furtada de uma gráfica em São Paulo e oferecida a uma repórter do jornal "O Estado de S. Paulo." A prova seria aplicado nos dias 3 e 4 de outubro. Cinco suspeitos foram apontadas pela polícia como cúmplices do crime. Três deles trabalhavam na gráfica contratada para imprimir as provas, e responderam pelo furto delas. Outras duas foram acusadas de intermediar a tentativa de venda da prova a jornalistas.

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