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Temer comenta brutalidade de facções e diz que crise "preocupa nação"

Reunido com ministros no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (11), o presidente Michel Temer (PMDB) comentou a crise no sistema penitenciário e declarou que a situação "preocupa a nação como um todo". [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 11 de Janeiro de 2017 ⋅ 10:41

Reunido com ministros no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (11), o presidente Michel Temer (PMDB) comentou a crise no sistema penitenciário e declarou que a situação "preocupa a nação como um todo". Para o peemedebista, as facções criminosas chegaram ao ponto de ter regras e códigos próprios. "As organizações criminosas, como o PCC e a Família do Norte, constituem-se numa regra jurídica, numa regra de direito fora do Estado. Veja que eles têm até preceitos próprios", disse.

"Para surpresa nossa, até quando fazem aquela pavorosa matança, o fazem baseado em códigos próprios. Então essa é uma questão que ultrapassa os limites da segurança para preocupar a nação como um todo", acrescentou.

Temer afirmou que a responsabilidade da segurança pública não se resume apenas ao governo federal. “Volto a dizer que, embora a segurança pública não seja exatamente uma matéria que cabe à União Federal no seu todo, cabe apenas aquela referente às competências da Polícia Federal estabelecidas na Constituição, o fato é que temos que auxiliar os estados principalmente na questão penitenciária”, concluiu.

A crise no sistema penitenciário do país atinge a região Norte em especial. Manaus, no Amazonas, contabilizou na última semana 60 mortes em rebeliões. Em Roraima, 30 detentos foram assassinados. O governo amazonense informou que, os mortos pertenciam ao PCC e foram presos por estupro. A FDN seria a responsável pelo massacre.

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