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Lava Jato: presidente da Eletronuclear recebeu R$ 4,5 milhões de propina, diz PF

O diretor-presidente da Eletronuclear e vice-almirante da Marinha, Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso na 16ª fase da Operação Lava Jato, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões de propina do consórcio vencedor da licitação para a montagem da usina nuclear Angra 3, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/ Veja

Por Matheus Morais no dia 28 de Julho de 2015 ⋅ 12:29

O diretor-presidente da Eletronuclear e vice-almirante da Marinha, Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso na 16ª fase da Operação Lava Jato, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões de propina do consórcio vencedor da licitação para a montagem da usina nuclear Angra 3, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal.

O consórcio formado pela empresas Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez, Odebrecht, EBE e Queiroz Galvão repassava recursos para empresas intermediárias, que repassavam a propina para Othon Luiz Pinheiro da Silva, segundo a força tarefa da Lava Jato.

Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, que integra a força-tarefa, o repasse de recurso ao então diretor-presidente da Eletronuclear ocorreu até dezembro do ano passado, nove meses depois de deflagrada a Lava Jato e após a prisão de vários empreiteiros.

“Há indícios de pagamento de propina por parte da Andrade Gutierrez em contratos desde 2009 para uma empresa de propriedade de Othon Luiz. Os elementos indicam que Othon Luiz recebeu R$ 4,5 milhões”, disse. “A corrupção no Brasil é endêmica e está espalhada por vários órgãos, em metástase”, afirmou o procurador.

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