Brasil

Funcionários da Petrobras mantiveram esquema mesmo após escândalo, diz PF

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que funcionários da Petrobras mantiveram ativo o pagamento de propinas mesmo após a divulgação do esquema de corrupção na estatal, investigada pela Operação Lava Jato. [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Reprodução/Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 03 de Agosto de 2015 ⋅ 12:10

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que funcionários da Petrobras mantiveram ativo o pagamento de propinas mesmo após a divulgação do esquema de corrupção na estatal, investigada pela Operação Lava Jato. Lima declarou que a 17ª fase da ação, deflagrada nesta segunda-feira (3), envolve empreiteiras já investigadas, empresas prestadoras de serviços terceirizados que, através da diretoria de serviços, pagavam uma prestação mensal ao ex-ministro José Dirceu.

Em entrevista coletiva, o procurador disse que “as investigações conseguiram realizar um torniquete na sangria, mas não é um torniquete que salva a vida do paciente”. “Nós precisamos de leis que contenham isso”, ressaltou. Entre as investigadas está a companhia do ex-ministro, a JD Consultoria.

Para o procurador, o esquema relacionado à Lava Jato pode ter sido iniciado antes do ano de 2002, mas passou a ter um “controle” maior dos pagamentos nos últimos anos. “Houve uma sistematização a partir do governo do PT no pagamento das propinas. A corrupção é um problema histórico. Mas ela foi sistematizada e controlada, por incrível que pareça”, disse.

Lima falou ainda que existem investigações paralelas em outros órgãos públicos que tiveram contratos irregulares como o Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal. “Eu não diria que a corrupção está em um órgão específico. Vamos ter que verificar fato a fato”, completou. Ainda segundo Lima, não há investigação em curso sobre o BNDES.


 

Notícias relacionadas