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Daniela Arbex fala do livro “Cova 312”: “Trabalho árduo de pesquisa”

A escritora Daniela Arbex falou nesta sexta-feira (14) em entrevista à Rádio Metrópole sobre seu livro mais recente “Cova 312”, lançado pela editora Geração Editorial, que conta a história de um guerrilheiro brasileiro, que lutou contra a ditadura. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 14 de Agosto de 2015 ⋅ 12:57

A escritora Daniela Arbex falou nesta sexta-feira (14) em entrevista à Rádio Metrópole sobre seu livro mais recente “Cova 312”, lançado pela editora Geração Editorial, que conta a história de um guerrilheiro brasileiro, que lutou contra a ditadura. “O corpo dele desapareceu, e ele foi tido oficialmente pela história como suicida, e aí a gente consegue na investigação 35 anos depois localizar a sepultura, e consegue reunir provas do assassinato dele, porque a genterestaura toda a história, a rotina dos centros, que foi a penitenciaria de Linhares. A gente coloca o leitor dentro da rotina da redação porque eu conto todos os bastidores da redação, todo o caminho que eu percorri pra desvendar a farsa”, disse.

“Foi um trabalho enorme, deu realmente muito trabalho, porque é um trabalho de pesquisa árduo, e as informações estavam disperças, precisei viajar para vários estados do país, precisei montar um quebra cabeça pra que a gente pudesse entender o que aconteceu durante os últimos passos desse guerrilheiro”, completou.

A escritora contou ainda como foi o processo de produção do livro. “Eu sou uma jornalista investigativa, tenho 20 anos de carreira, e trabalho na Tribuna de Minas |Gerais, sempre fazendo matérias de investigação, que é o meu trabalho. Comecei buscando os militantes politicos, que ficaram presos com ele em Linhares. Fui localizando todas as pessoas, ouvindo todas a versões depois fui buscar informações do exército, e a partir desse processo eu consegui chegar na sepultura dele”, explicou. “Eu já tinha toda a história do interrogatório, quando eu resolvi fazer uma busca no cemitério, encontrei a cova 312 no cemitério municipal, ele foi enterrado como indigente”, afirmou.

 

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