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"Foi a voz contra ditadura", diz escritor sobre obra do avô Tristão Athayde

O escritor Xikito Affonso Ferreira, autor da biografia "Histórias do Meu Avô Tristão", falou, durante entrevista com Mário Kertész, sobre alguns dos principais momentos do intelectual Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Athayde, como ele assinou durante mais de sessenta anos os artigos jornalísticos. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Camila Tíssia no dia 19 de Agosto de 2015 ⋅ 12:23

O escritor Xikito Affonso Ferreira, autor da biografia "Histórias do Meu Avô Tristão", falou, durante entrevista com Mário Kertész, sobre alguns dos principais momentos do intelectual Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Athayde. "Meu avô começou como crítico literário, tinha correspondência com Mário de Andrade, entres outras figuras importantes do modernismo, depois se converteu em 1928. Então foi derivando pra esquerda, e depois no tempo dos militares ele foi a voz contra a ditadura, por que o pessoal achava que ele era ligado ao vaticano e aí nunca censuraram ele pra valer", afirmou na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (19).

Xikito, que lançou esse livro no mês de junho, falou ainda sobre os pensamentos e como seu avô se comportava. "Ele remou contra a maré, sempre contra os intelectuais com quem ele se relacionava, quando ele se converteu, foi uma vaia, foram todos muito contra, não queriam perder a liberdade de pensador, no primeiro momento ficou muito conservador, e depois incorporou o lutador, foi muito interessante", declarou.

O escritor ainda afirmou como surgiu o pseudônimo Tristão de Athayde, como ele assinou durante mais de sessenta anos os artigos jornalísticos. "Ele começou a escrever e foi convidado por um amigo para coluna de críticas no "O Jornal". Ele precisava arranjar um nome por que ele era industrialnesse tempo era muito mal visto, não se podia ser industrial e doutor ao mesmo tempo, aí ele adotou esse nome, que ele descobriu mais tarde que era um pirata", disse.

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