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TCU responsabiliza Gabrielli por irregularidades em refinaria do Paraná

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli foi responsabilizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e outros executivos da estatal por irregularidades em obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná a cargo de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato nesta quarta-feira (26). [Leia mais...]

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Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 27 de Agosto de 2015 ⋅ 07:18

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli foi responsabilizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e outros executivos da estatal por irregularidades em obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná a cargo de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato nesta quarta-feira (26).
 
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o tribunal decidiu abrir tomadas de contas especiais para apurar o valor exato do dano ao erário e avaliar eventuais punições a dirigentes da estatal. Gabrielli alega que, como presidente, não tinha funções executivas relativas aos contratos, atuando apenas em tarefas e coordenação. Além dele, serão alvos desses processos o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, um dos presos da Lava Jato, e o ex-gerente executivo da Diretoria de Abastecimento Pedro Barusco, que atualmente cumpre prisão domiciliar, após confessar participação nos desvios em regime e delação premiada.
 
Quase todo o dano ao erário apurado é referente a três contratos com o chamado "clube" de empreiteiras investigado na Lava Jato. Nas obras a cargo da Camargo Corrêa e da Promon Engenharia (Consórcio CCPR), o prejuízo foi de R$ 551 milhões. O contrato executado pela MPE Montagens com a Mendes Júnior e a SOG Óleo e Gás (Consórcio Interpar) tinha "gordura" de R$ 460 milhões. Já nos serviços a cargo de Odebrecht, OAS e UTC (Consórcio Conpar), foi achado sobrepreço de R$ 184 milhões.
 
Para o TCU, a Diretoria Executiva da Petrobras, presidida por Gabrielli de 2005 a 2012, restringiu a competição em licitações como "estratégia corporativa", o que favoreceu as empreiteiras do chamado "clube". Elas foram contratadas por valores até 19% acima do inicialmente estimado pela estatal. Depois disso, foram beneficiadas por aditivos que aumentaram mais ainda o valor a ser pago.

 

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