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Residência em medicina da família tem quase 70% das vagas ociosas, diz jornal

Segundo especialistas, problema ocorre devido à baixa remuneração da área e à pouca atratividade da carreira

[Residência em medicina da família tem quase 70% das vagas ociosas, diz jornal]
Foto :Reprodução/Arquivo/Agência Brasil

Por Juliana Rodrigues no dia 03 de Dezembro de 2018 ⋅ 10:20

Os programas de residência em medicina da família e comunidade, que são a aposta do Mais Médicos para atrair profissionais para as unidades de saúde, têm atualmente quase 70% das vagas ociosas.

De acordo com dados do Ministério da Educação obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo, das 3.587 vagas autorizadas para ingresso na especialidade, apenas 1.183 foram preenchidas. Para especialistas ouvidos pela publicação, o problema ocorre devido à baixa remuneração desses profissionais e à pouca atratividade da carreira na atenção básica.

Dentre os recém-formados em medicina, apenas 3,7% buscam trabalhar exclusivamente na área de medicina da família, de acordo com dados da pesquisa Demografia Médica, feita com 4.601 graduados entre 2014 e 2015 e divulgada neste ano pela USP e Conselho Federal de Medicina.

O levantamento também aponta que 30,1% até aceitam trabalhar na área, desde que atuem também em hospitais e consultórios particulares. A maioria (66,2%) diz que não desejaria atuar na atenção primária.

A falta de equipes na área de saúde da família foi o que motivou o governo federal a estabelecer a parceria com Cuba, rompida no último mês de novembro após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro.

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