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Política de prevenção do HIV não pode ofender as famílias, diz novo ministro da Saúde

Luiz Henrique Mandetta defende, ainda, uma revisão da linguagem usada pelo governo nas campanhas de conscientização para o combate às DSTs

[Política de prevenção do HIV não pode ofender as famílias, diz novo ministro da Saúde]
Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

Por Juliana Rodrigues no dia 01 de Janeiro de 2019 ⋅ 07:30

O ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, defende que as políticas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, devem ser estimuladas. No entanto, para ele, o Estado deve tomar cuidado para não ofender as famílias.

“Vamos ter que ver a maneira como isso se dá sem ofender aqueles que entendem que isso possa ser uma invasão do Estado no seu ambiente familiar”, disse o futuro ministro, à Folha de S. Paulo. Mandetta ainda defendeu uma revisão da linguagem usada pelo governo nas campanhas de conscientização para o combate às DSTs.

"Como falo sobre sífilis e Aids para um adulto jovem? A linguagem atual claramente não está surtindo efeito. Será que temos que fazer rodas de conversa? Será que temos que provocar as famílias para que elas discutam isso dentro de suas casas? Como dizer para esse jovem que a sexualidade é boa e deve ser exercida na sua plenitude, mas que há riscos que passam por essas doenças sexualmente transmissíveis?", questionou.

A maior prioridade da gestão, segundo o novo ministro, será a reorganização do atendimento na atenção básica. "O SUS se municipalizou de forma muito irrestrita, deixando alguns municípios sem condições técnicas e pessoal suficiente para fazer a gestão desse sistema. Precisamos repensar os distritos sanitários brasileiros. Vamos criar a secretaria nacional de atenção básica, e ali criar as políticas de recursos humanos e discutir como lotar médicos em locais de difícil provimento", disse.

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