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Anvisa orienta vigilâncias a fiscalizarem interdição da Backer

Na semana passada, a Anvisa interditou todos os lotes de todos os rótulos da Backer que tenham vencimento igual ou posterior a 20 de agosto

[Anvisa orienta vigilâncias a fiscalizarem interdição da Backer]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Kamille Martinho no dia 22 de Janeiro de 2020 ⋅ 13:40

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientou por meio de comunicado emitido ontem (21) que as vigilâncias sanitárias de todo o país cumpram a determinação de recolhimento e interdição de cervejas da marca Backer, fiscalizando o comércio. 

Até agora, a Anvisa determinou o recolhimento total de quatro lotes produzidos pela Cervejaria Três Lobos, dona da marca Backer. Tais lotes testaram positivo para a contaminação com a substância tóxica dietilenoglicol e abrangem cervejas com os rótulos Belorizontina e Capixaba.

Na semana passada, a Anvisa interditou preventivamente também todos os lotes de todos os rótulos da Backer que tenham vencimento igual ou posterior a 20 de agosto. Tais produtos podem permanecer nos estoques do comércio, mas devem ser retirados das prateleiras e não podem ser entregues ao consumidor. A interdição dura no mínimo 90 dias, tempo que a cervejaria tem para tentar comprovar a segurança do consumo das bebidas.

A medida de interdição de todos os produtos da Backer foi tomada após exames feitos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificarem a presença de substâncias tóxicas em mais 11 lotes da cervejaria, que trazem diferentes rótulos na garrafa. 

Até o momento, segundo o ministério, dez produtos da cervejaria testaram positivo para substâncias tóxicas: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown, Backer D2, Corleone e Backer Trigo. Por ora, as análises realizadas pelos laboratórios federais de Defesa Agropecuária constataram 32 lotes contaminados.

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