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Casos suspeitos de microcefalia no país sobem para 3.174

Os casos suspeitos divulgados nesta terça foram registrados em 684 municípios de 21 unidades da federação. Paraíba, Pernambuco e Bahia lideram os números. [Leia mais...]

[Casos suspeitos de microcefalia no país sobem para 3.174]
Foto : Reprodução / Edmar Melo / Ag. BBC Brasil

Por Milene Rios no dia 05 de Janeiro de 2016 ⋅ 19:40

Um dado preocupante foi divulgado pelo Ministério da Saúde, nesta terça-feira (5), em novo informe epidemiológico. De acordo com o Ministério, desde o início do monitoramento das ocorrências de microcefalia no Brasil, foram registrados 3.174 casos suspeitos da malformação, possivelmente ligados ao zika vírus em recém-nascidos. O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, na semana passada, foi de 2.975 casos suspeitos.

Além disso, 38 mortes suspeitas de microcefalia relacionada ao zika vírus também são atualmente investigadas. Os dados se referem aos casos registrados até o dia 2 de janeiro. O Ministério da Saúde declarou estado de emergência a partir de 11 de novembro, por causa do aumento de casos da malformação. Nesta época, Pernambuco já tinha identificado 141 casos da doença. Os estados passaram então a notificar semanalmente os casos suspeitos,  para dar agilidade às investigações, que são realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde.

Número de casos por estado
Os casos suspeitos divulgados nesta terça foram registrados em 684 municípios de 21 unidades da federação. Veja abaixo os estados com mais casos:

Pernambuco - 1.185 casos (37,33% do total registrado no país)
Paraíba - 504
Bahia - 312
Rio Grande do Norte - 169
Sergipe - 146
Ceará - 134
Alagoas - 139
Mato Grosso - 123
Rio de Janeiro - 118

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.

A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no país em abril deste ano. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.

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