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"Barraco de rico" na Vitória volta a sujar águas da Baía de Todos os Santos

Mais uma vez, a obra do “barraco de rico” das construtoras Pereira Leite e Porto Victória, no Corredor da Vitória, que conseguiu alvará por meio de uma brecha suspeitíssima do PDDU aprovado pelo ex-prefeito João Henrique, volta a provocar risco à região de proteção ambiental por conta das fortes chuvas que atingem a cidade. A terra já começa a deslizar novamente e “pintar” as águas da Baía de Todos os Santos. [Leia mais...]

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Foto : Leitor Metro1

Por Stephanie Suerdieck no dia 06 de Janeiro de 2016 ⋅ 13:11

Mais uma vez, a obra do “barraco de rico” das construtoras Pereira Leite e Porto Victória, no Corredor da Vitória, que conseguiu alvará por meio de uma brecha suspeitíssima do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) aprovado pelo ex-prefeito João Henrique, volta a provocar risco à região de proteção ambiental, por conta das fortes chuvas que atingem a cidade. A terra já começa a deslizar novamente e “pintar” as águas da Baía de Todos os Santos que margeiam o Corredor da Vitória.

Como o Jornal da Metrópole já havia denunciado em maio do ano passado, embora o PDDU tenha tornado legal a construção, moradores da região questionam a inexplicável e suspeita mudança na Área de Preservação Permanente (APP). O assunto, inclusive, já gerou discussão em sessão da Câmara de Vereadores de Salvador.

No último mês de novembro, uma viga caiu sobre um veículo que estava estacionado na rua do condomínio. Na época, lama e pedras também encobriram parte de um píer particular. "Não, não é lama da Samarco. Mas é lama", escreveu um morador no Facebook.

Após novas denúncias da Metrópole, em dezembro, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) embargou a obra, mas, mesmo assim, as construtoras deram prosseguimento à obra.

 

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