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Entre Páginas: vamos falar da virada de ano?

Começou o ano novo, e é hora de fazer novas listas do que você quer ler, aquelas listas que nunca acabam! Boas sugestões não faltam. E é pra isso, também, que existe o Entre Páginas! A propósito do ano novo, livros com nomes sugestivos, apenas pra gente pegar o gancho. Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca e Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade. [Leia mais...]

[Entre Páginas: vamos falar da virada de ano?]
Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 02 de Janeiro de 1970 ⋅ 00:00

Começou o ano novo, e é hora de fazer novas listas do que você quer ler, aquelas listas que nunca acabam! Boas sugestões não faltam. E é pra isso, também, que existe o Entre Páginas! A propósito do ano novo, livros com nomes sugestivos, apenas pra gente pegar o gancho. Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca e Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade. 
Feliz Ano Velho é o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva. Aos vinte anos, ele sobe em uma pedra e mergulha numa lagoa imitando o Tio Patinhas. A lagoa é rasa, ele esmigalha uma vértebra e perde os movimentos do corpo. Escrito com sentido de urgência, o livro relata as mudanças irreversíveis na vida do garoto a partir do acidente. Aos poucos, se dá conta de sua nova realidade, irreversível. E entende que é preciso lutar. O texto expressa a irreverência e a determinação da juventude, mesmo na adversidade, e a compreensão precoce “de que o futuro é uma quantidade infinita de incertezas”.  
Já Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca, é uma coletânea de contos que giram em torno do tema da violência da vida urbana. A obra foi publicada em 1975, momento em que o país vivia a ditadura militar. E, como tantos outros, o livro também sofreu censura, principalmente por conta do teor de violência das estórias e porque mostravam os problemas sociais que contribuíam para a violência. Além de girar em torno desse tema, os contos narram a vida das pessoas na cidade grande, abordando também outros problemas como a solidão, a melancolia e a desilusão.
E por fim, Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade. Natal, Ano-Novo, tempo de balanço pessoal, de renovação. Sentimentos um tanto ambíguos se alternam, quando a eletricidade pelo encerramento de mais um ciclo vem acompanhada de inefável melancolia. Esse é o espírito evocado pelos poemas de Carlos Drummond de Andrade, selecionados por Luis Mauricio Graña Drummond e Pedro Augusto Graña Drummond, neste Receita de ano novo. O livro é um brinde — muito drummondiano, pois — ao final do ano.

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