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Polícia Federal indicia Samarco, Vale e VogBR por tragédia em Mariana

Entre os indiciados está o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, o coordenador de monitoramento das barragens, a gerente de geotecnia, o gerente geral de projetos e responsável técnico pela barragem de Fundão, o gerente geral de operações, o diretor de operações, e o engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da barragem em 2015 da empresa que atestou a estabilidade das barragens. [Lei mais...]

[Polícia Federal indicia Samarco, Vale e VogBR por tragédia em Mariana]
Foto : Reprodução / Pedro Ângelo / G1

Por Milene Rios no dia 13 de Janeiro de 2016 ⋅ 16:52

A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (13), a Samarco, a Vale, a empresa VogBR e sete executivos e técnicos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A informação foi confimada pela PF, que divulgou ainda que entre os indiciados está o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. Além dele, foram indiciados também o coordenador de monitoramento das barragens, a gerente de geotecnia, o gerente geral de projetos e responsável técnico pela barragem de Fundão, o gerente geral de operações, o diretor de operações, e o engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da barragem em 2015 da empresa que atestou a estabilidade das barragens.

Apesar de ter informado os cargos, em nota à imprensa, a  polícia não divulgou os nomes dos indiciados. A corporação também não especificou a que crimes as empresas e os profissionais foram responsabilizados.

As barragens de Fundão e Santarém se romperam no último dia 5 de novembro, quando despejaram 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério e água no vale onde estão alguns distritos e cidades da região de Mariana, como Bento Rodrigues, Camargos, Paracatu de Baixo e Ponte do Gama. A lama atingiu o Rio Doce e afetou dezenas de cidades no Leste de Minas e também no Espírito Santo. O rompimento das barragens provocou a morte de seis pessoas e dezenove estão desaparecidas.

Segundo o G1 a Samarco afirmou, através de nota, que não concorda com o indiciamento dos profissionais "porque até o presente momento não há uma conclusão pericial técnica das causas do acidente. 

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